A Guerra Mundo

Autoridade militar de Lugansk diz que bombardeamentos causaram quatro mortos e dez feridos

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O chefe da administração militar regional de Lugansk disse hoje que pelo menos quatro pessoas morreram e dez ficaram feridas, na sequência de bombardeamentos nas cidades de Severodonetsk e Rubizhne.

"Os russos continuam a matar civis na região. Quatro pessoas foram mortas em Severodonetsk e Rubezhnoye na sexta-feira. Dez pessoas foram feridas", escreveu Sergii Haidai na plataforma Telegram, de acordo com a agência de notícias ucraniana Interfax.

Haidai indicou que pelo menos 54 instalações em Severodonetsk, Rubizhne, Privilege e Kreminna, incluindo 19 edifícios residenciais e 19 casas particulares, bem como dois centros de saúde, infraestruturas críticas e armazéns e instalações, sofreram danos estruturais.

Na quinta-feira, Haidai afirmou que o exército russo estava a "tentar tomar" a área de Rubizhne e Severodonetsk e confirmou que as autoridades estavam a preparar um corredor humanitário para domingo, de acordo com a estação de televisão norte-americana CNN.

Horas antes, o Estado Maior General das Forças Armadas da Ucrânia declarou, na rede social Facebook, que as tropas russas tinham avançado para Severodonetsk, a 13 quilómetros de Rubizhne.

Também as localidades de Popasna, Lysychansk e Kreminna continuam a ser alvos de bombardeamentos, de acordo com uma entrevista que Haidai concedeu a um órgão de comunicação social ucraniano, publicada no Facebook.

O chefe da administração militar regional de Lugansk anunciou, no Facebook, estar marcado, para esta tarde, pelas 14:00 (12:00 em Lisboa), um comboio de retirada da região, a partir da estação de Novozolotarivka.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou pelo menos 816 mortos e 1.333 feridos entre a população civil, incluindo mais de 130 crianças, e provocou a fuga de cerca de 5,2 milhões de pessoas, entre as quais mais de 3,2 milhões para os países vizinhos, indicam os mais recentes dados da ONU.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.