Madeira

Especialista avisa que Covid mudou factores para atrair trabalhadores talentosos

Foto Hélder Santos/ASpress Ver Galeria
Foto Hélder Santos/ASpress

Mais do que salários e um bom escritório, as empresas e os países que queiram atrair e reter trabalhadores de alto valor no actual momento terão de oferecer-lhes condições que possibilitem um equilíbrio entre a vida profissional e o seu modo de vida pessoal. É a opinião de Domenico Pinto, o primeiro orador da Conferência Inovação e Futuro – ‘Future Works’, que decorre esta tarde no Centro de Congressos da Madeira (Casino) e que é organizada pelo DIÁRIO.

Domenico Pinto considera que a pandemia de Covid-19 mudou as regras do jogo no mundo laboral e apresentou o seu exemplo pessoal. Nos últimos 3 anos a sua vida mudou. Surgiu a pandemia e a sua empresa perdeu muito dinheiro. “Mas foi o melhor que podia acontecer”, garantiu, descrevendo que até ao início de 2020, a sua vida era passada em viagens. Deixava a Austrália, onde residia, na segunda-feira e rumava para a Europa. Só voltava ao seu pais na sexta-feira. Era o que se designava um trabalhador crónico (ou ‘workaholic’). Com a pandemia, a sua empresa mudou de nome para ‘Great Shift’, passou a fazer trabalho totalmente remoto (a partir da Madeira) e têm clientes de todo o mundo.

Segundo este especialista australiano, as velhas regras já não funcionam para reter o talento. “Esqueçam os salários, o lugar no escritório, o carro. O que os trabalhadores remotos querem é um equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal, empresas com recursos de saúde mental, tempo como compensação, organizações com um propósito e um tratamento justo e equitativo aos funcionários”, sublinhou.