A Guerra País

Marcelo tranquilo com incidente na Polónia volta a apelar à paz

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Foto Tiago Petinga / Lusa

O Presidente da República português mostrou-se hoje tranquilo com as explicações da NATO relativas ao incidente ocorrido com um míssil caído na Polónia e voltou a apelar à paz no conflito entre Rússia e Ucrânia.

"Se se confirmar aquilo que é a avaliação feita neste momento, felizmente estaríamos mais longe do risco de uma escalada do conflito, o que significaria o agravamento da situação de guerra existente", disse Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, à margem das comemorações do centenário de José Saramago, em Mafra.

Para o Presidente da República, "independentemente de o míssil ser de A, B ou C, era fundamental que quem desencadeou a guerra deixasse de conduzir operações de guerra para que se pudesse estudar a hipótese de caminhar para a paz".

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Jens Stoltenberg, garantiu hoje que a Aliança Atlântica "está preparada" para incidentes como o da Polónia, exortando os Aliados a mobilizarem mais apoio aéreo para a Ucrânia.

Depois de admitir que a explosão que matou duas pessoas na Polónia "foi provavelmente causada" por um míssil ucraniano, ressalvando que "não é culpa da Ucrânia", o secretário-geral da NATO garantiu que os sistemas de defesa aérea da Aliança Atlântica "são criados para se defenderem contra ataques a toda a hora".

O Presidente polaco, Andrzej Duda, admitiu hoje que o míssil que matou duas pessoas na Polónia, na terça-feira, "tenha sido lançado pela Ucrânia", mas disse que nada indica que tenha sido um "ataque intencional".

Andrzej Duda declarou que a Polónia não vai invocar o artigo 4.º da NATO que prevê consultas entre aliados sempre que esteja ameaçada a "integridade territorial, a independência política ou a segurança" de qualquer dos Estados-membros da Aliança Atlântica.

A guerra na Ucrânia foi desencadeada pela Rússia em 24 de fevereiro deste ano, quando invadiu o país vizinho.

O conflito mergulhou a Europa naquela que é considerada como a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).