Madeira

Calibre mínimo do atum deverá aumentar para os 12 quilos

Federação de Pescas do Açores lembra que quanto maior for o calibre maior é o valor comercial

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Aumentar o calibre mínimo do atum que é pescado, passando dos actuais 10 quilos para os 12 quilos, é a solução que a Federação de Pescas do Açores defende no imediato, para melhor enfrentar o problema da limitada quota que é atribuída a Portugal e simultaneamente garantir maior rendimento aos pescadores.

A proposta foi esta tarde partilhada por Gualberto Rita, da Federação de Pescas dos Açores, no Seminário do Mar e Controlo das Pescas, realizado no Museu da Baleia, no Caniçal.

À margem do evento, Gualberto Rita defendeu “uma discriminação positiva da aplicação de quotas para as regiões autónomas” tendo em conta a especificidade da pesca que é realizada na Madeira e nos Açores e tendo em conta o que diz ser “problemas graves com a aplicação das quotas que são atribuídas a Portugal”.

Para uma melhor gestão da quota que se prevê para 2023, o representante açoriano defende a evolução no modelo de gestão para a pesca do atum que passa por “aumentar o tamanho mínimo de 10 para 12 kg” de modo a “tirar mais rentabilidade”, uma vez que o calibre do peixe determina o seu valor comercial e quanto menor peso tiver, menos valor comercial terá. Por isso importa pescar atum de maior calibre para “vender melhor” e desta forma “acrescentar rendimento”. É nesta base que propõe o plano de gestão para a pesca do atum em 2023, mas admitindo desde já que o calibre mínimo no futuro possa subir para manter ou mesmo reforçar a rentabilidade da safra.

A ideia passa também por reduzir as quantidades por embarcação e desta forma primar que a pesca do atum se distinga “pela qualidade e não pela quantidade”, defendeu.