Equívocos ministeriais
Para o ministro do ambiente (MA) problemas ambientais resolvem-se com a imediata substituição das energias fósseis (EF) pela eletricidade “limpa” fornecida por milhões de baterias de automóveis elétricos (AE), milhões de painéis foto-voltaicos (PV) e geradores eólicos (GE). Se fosse exequível não resolveria os atuais problemas ambientais e está já a agravá-los. O fabrico dos atuais PV, GE e AE sobretudo motores e baterias recorre a percentagem elevada de compostos extraídos de Terras Raras (TR) em quantidade limitada na Natureza. A R.P. da China tem a maior reserva mundial de TR, já controla 95% da produção/fornecimento mundial e fez uma joint-venture com a Bolívia que tem a maior reserva mundial de lítio que com a grafite é o novo “petróleo”. Ao contrário do que pretende o MA a atual exploração ambientalmente desregrada de TR apenas com objetivos económicos repete os mesmos erros do passado no uso exaustivo de recursos naturais com graves custos ambientais. Subsidiar os atuais AE é subsidiar os atentados ambientais que ocorrem na China e noutros países fruto da exploração das TR. Diz o MA que “é tempo de parar com os combustíveis fósseis”. Sim mas nunca à custa de alternativas energéticas que nada têm de “limpas” e cuja produção provoca graves atentados ambientais. Um “orgulho” Portugal deixar de produzir eletricidade a partir de EF e cumprir as metas da descarbonização diz o MA, só que isso não passa de uma ilusão pois obriga-nos a consumir mais eletricidade importada produzida com EF e até nuclear, sem nenhum benefício ambiental efetivo para o Planeta e com custos económicos acrescidos. A atual política da UE é ambiental e economicamente suicida, colocar-nos-á na dependência energética da R.P. China, rebentará com a indústria automóvel e não só na UE e provocará desemprego. Que interesses obscuros travam o investimento sério da UE na investigação para viabilizar o hidrogénio como alternativa energética global?
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