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Dorian recupera forças e sobe ameaça na costa norte-americana

Furacão tinha baixado para categoria 2, mas nas últimas horas o Centro nacional de Furacões subiu para 3 o nível de ameaça

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Fotos NHC/Facebook

O furacão Dorian recuperou força e subiu para uma tempestade de categoria 3 com ventos até 217 quilómetros por hora, anunciou na quarta-feira à noite o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC).

De acordo com o último boletim da NHC, o olho do furacão está localizado a 170 quilómetros ao sul de Charleston (Carolina do Sul) e 365 quilómetros ao sul-sudoeste de Wilmington (Carolina do Norte), avançando para norte a uma velocidade de 11 quilómetros por hora.

Os meteorologistas da NHC alertaram que o furacão pode trazer tempestades “fatais” à costa dos EUA nos próximos dois dias.

O furacão Dorian, que até agora não causou mortes ou estragos nos Estados Unidos, aumentou nas últimas horas o seu vento máximo sustentado de 165 para 185 quilómetros por hora.

Milhões de pessoas na Florida, Geórgia e Carolina do Sul foram aconselhadas a sair dos locais próximos da costa, por onde Dorian deve passar.

O balanço da passagem do furacão Dorian pelas Bahamas subiu de sete para 20 mortos, um número que pode ainda aumentar, anunciou também na quarta-feira o ministro da Saúde deste arquipélago nas Caraíbas.

“O balanço passou para 20 mortos”, declarou a uma rádio local Duane Sands, adiantando que 17 das mortes aconteceram nas ilhas Ábaco e três na ilha da Grande Bahama.

O Dorian afetou fortemente o arquipélago, sobre o qual permaneceu por muito tempo quase imóvel, com chuvas torrenciais.

Segundo o primeiro-ministro das Bahamas, Hubert Minnis, 60% de Marsh Harbour, a principal cidade das Ábaco, ficou destruída. O aeroporto ficou sob a água, com a pista inundada, e toda a zona parecia um lago.

Os ventos severos e as águas castanhas e lamacentas destruíram ou danificaram gravemente milhares de casas, incapacitando a atividade de hospitais e deixando muitas pessoas presas em sótãos.

As Bahamas foram atingidas no domingo pelo mais forte furacão registado na história do arquipélago, que fustigou, principalmente, as ilhas Ábaco e Grande Bahama, com ventos até 295 quilómetros por hora e chuva torrencial, antes de seguir na terça-feira a sua rota em direção à Florida.

Entretanto, segundo o NHC, além do Dorian, há pelo menos outras quatro formações que poderão resultar em problemas ou não dar em nada (como pode ver na foto anexa). A tempestade torpical ‘Gabrielle’, que deixou Cabo Verde e segue para meio do Atlãntico, mas afastando-se da costa norte-americana e Caraíbas, pode muito bem rumar mais a norte ou desvanecer-se no mar, inclusive pode dar uma volta e chegar à Madeira, Açores ou a Portugal continental. No ano passado aconteceu algo semelhante. Mais vale ficar atento.