Plim, Plam, Plum...
À beira dum ataque de nervos ficou um amigo meu, professor de português, quando um seu neto chegou a casa com esta inteligente ficha de trabalho que lhe fora apresentada na escola pública que frequenta.
O pobre do avô nem queria acreditar, tal era a imbecilidade do texto, ou talvez, outro adjectivo seja mais adequado para o definir...; e também pela carga estupidificante e distorcida de valores que ele representa...
Convidar este homem amigo para tomar um café era uma medida perigosa, a sua saúde perigava ainda mais, confortá-lo desnecessário, apoiá-lo dando-lhe palmadinhas nas costas era pouco, muito pouco, por isso achei mais positivo escrever e dar a conhecer o que a nossa “inteligentia” educativa anda a manobrar e a educar com os nossos impostos.
A estreiteza de horizontes, a pobreza de conteúdos, a pequenez intelectual, o desadequado do contexto e a escassez de riqueza cultural deixam uma preocupante e intrigante perspectiva de pedagogia com objectivos muito suspeitos, suspeitosos e nada, mesmo nada, inocentes.
Sem enganos reconheçamos que quando a esmola é grande o pobre desconfia, logo manuais escolares de graça podem sair caros e trazerem muita água no bico.