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Christine Lagarde acredita que serão os pobres quem mais sofrerá com uma guerra comercial

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Os pobres serão quem mais sofrerá com uma guerra comercial, disse a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, reagindo ao anúncio de Washington de suspender a isenção de taxas na importação do aço e alumínio da UE, México e Canadá.

“No final, se o comércio global foi muito prejudicado, se o nível de confiança entre os agentes económicos foi drasticamente reduzido, os que mais sofrerão serão os mais pobres”, disse Christine Lagarde no primeiro dia da reunião do ‘G7 Finance’ em Whistler, Canadá, explicando que são os mais pobres que compram bens de consumo baratos.

Também o secretário-geral da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), Angel Gurria, reagiu à decisão dos Estados Unidos da América (EUA) defendendo a “salvaguarda do multilateralismo”.

“Estamos num momento crítico não apenas para o futuro do multilateralismo, mas também para o planeta”, disse o secretário-geral no final da reunião anual da OCDE.

“Devemos salvar o multilateralismo porque este é o único caminho a seguir”, advertiu.

Alemanha e França estão entre as primeiras vozes europeias que reagiram à decisão norte-americana, hoje divulgada, de suspender a isenção de taxas na importação de aço e de alumínio da União Europeia, qualificando a medida como “ilegal” e “injustificável”.