“Há esta represália de não se consagrar verba para o novo hospital da Madeira”
Os deputados do PSD à Assembleia da República consideram “um logro” o anúncio de Mário Centeno de que o Programa de Estabilidade e Crescimento prevê a construção do novo Hospital da Madeira. Um logro porque nada é previsto em termos de financiamento, ao contrário dos demais hospitais do País, como o de Évora, que na última semana teve o anúncio de mais de 40 milhões de euros. Aliás, nas palavras de sara Madruga da Costa só o da Madeira é considerado em fase de análise, apesar de ser o que está mais desenvolvido em termos de projecto.
A posição foi assumida, hoje, numa conferência marcada para falar de mobilidade, mas em que também o assunto novo hospital foi tratado.
A deputada entende que não é ao acaso a não previsão de verbas para o hospital, o que também já aconteceu nos últimos três orçamentos do Estado. “Há esta represália de não se consagrar verba para o novo hospital da Madeira”.
Na questão da mobilidade, Paulo Neves lembrou que o Estado é accionista da TAP e que a reversão da venda da companhia, pelo actual Governo, foi com o argumento de que seria importante garantir uma palavra na gestão. Esta é, garante, uma questão estratégica e não meramente operacional. Daí impor-se a intervenção do Governo.
O deputado também falou do que está a acontecer com as ligações aéreas entre a Madeira e o Porto Santo. Devido aos atrasos consecutivos na nova concessão da linha, neste momento não é possível fazer reservas para a partir de 5 de Junho. A culpa é exclusiva do Governo da República, garante, em prejuízo dos porto-santeneses e da economia do Porto Santo. Paulo Neves gostaria se saber ao certo “se é só incompetência ou se é de propósito”.
Também foi abordada a reunião de Paulo Cafôfo com António Costa, algo que os social-democratas consideram como “usurpação de funções de um presidente da Câmara”.
Na próxima semana, os deputados vão questionar o ministro da Saúde sobre o novo hospital e enviar, através do Parlamento, uma questão sobre o encerramento da representação da TAP no Funchal, que consideram grave.
Os deputados não quiseram se pronunciar sobre a notícia de que estão a ser reembolsado pela despesa de viagens, que não lhe saem do bolso, por serem pagas pela Assembleia da República. Sara Madruga disse que ainda não havia lido a notícia do Expresso.