Colecção Norlinda e José Lima exposta em São Bento no próximo ano
A colecção de arte contemporânea Norlinda e José Lima, de São João da Madeira, será a próxima exposição na residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa, no âmbito da iniciativa “Arte em São Bento.
“Este projeto terá continuidade no próximo ano. Já estivemos no Porto, estamos agora em Elvas e, a partir do próximo ano, estaremos aqui com a representação de uma outra grande colecção de arte contemporânea portuguesa, a colecção Norlinda e José Lima, de São João da Madeira”, anunciou o primeiro-ministro no final de uma visita à exposição actualmente patente.
O governante aproveitou para agradecer aos donos da colecção a “disponibilidade que manifestaram para que, a partir do próximo dia 05 de outubro [de 2019], e durante um ano, uma representação da colecção” esteja patente na residência oficial do primeiro-ministro.
A exposição terá a curadoria de Isabel Carlos.
Depois de, no ano passado, ter estado patente na residência oficial uma selecção a partir do acervo do Museu de Serralves, agora é a vez de uma selecção de obras do Museu de Arte Contemporânea de Elvas - Coleção António Cachola, feita pelo historiador de arte João Pinharanda, se darem a conhecer na residência oficial do primeiro-ministro.
Este é o segundo ano consecutivo que o palacete recebe uma selecção de obras de arte portuguesa contemporânea, em diferentes suportes, da pintura, à fotografia e escultura.
As 50 obras, da autoria de 33 artistas portugueses, podem ser vistas nas paredes das principais salas da residência oficial, que estará aberta para visitas todos os domingos até ao final do ano.
“Tal como fizemos o ano passado, decidimos que a melhor forma de comemorar o 05 de Outubro é com uma homenagem à nossa cultura e à cultura contemporânea”, afirmou o primeiro-ministro.
Falando nos jardins do palacete, António Costa explicou que o objectivo da iniciativa “Arte em São Bento” não é “centralizar em Lisboa o que existe no resto do país”.
Contudo, acrescentou, “é importante que também a partir de Lisboa se conheça o resto do país e se conheça e saiba o que são as oportunidades que existem e a representação cultural que existe também fora do país”.
O governante aproveitou também para elogiar o trabalho do curador, João Pinharanda, por ter organizado a colecção, “não para a exibir num museu, não para a exibir numa galeria, mas para a exigir num espaço que é de trabalho, um espaço de representação”.
Em resposta, João Pinharanda falou de António Costa como “o primeiro-ministro ‘cool’”, porque “fartava-se de rir com as propostas”.
Sobre a exposição, o curador explicou que cada sala tem a sua função, e por isso, “cada espaço foi pensado com humor, alguma ironia”, mas “tudo foi muito bem aceite” por António Costa.
Também presente, o presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, considerou que iniciativas como esta dão “uma mão real ao interior”, trazendo “uma das partes do que de melhor se faz” à residência oficial.
Sobre o conjunto de obras, o autarca considerou ser “uma das melhores, senão a melhor colecção de arte contemporânea portuguesa”.
“A partir de hoje, e durante um ano, ó Elvas, ó Elvas, arte contemporânea à vista”, brincou.
As comemorações da Implantação da República marcam também a reabertura do palacete, que esteve em obras nos últimos meses.
Quem se deslocou a São Bento assistiu ainda a um pequeno concerto da Orquestra de Jazz de Évora.