Seca provoca tumultos no Quénia
O Presidente do Quénia ordenou aos militares que se deslocassem para os departamentos administrativos de Baringo e Laikipia, para controlar a violência provocada por uma seca que afeta cerca de metade do país.
O Presidente Uhuru Kenyatta anunciou que autorizou a deslocação imediata das Forças de Defesa do Quénia para apoiar a ação da polícia.
Pelo menos 21 pessoas foram mortas durante os confrontos entre pastores no condado de Baringo desde o início de fevereiro, dos quais 13 só esta semana. E no de Laikipia, um rancheiro britânico foi morto este mês por pastores que invadiram ranchos em busca de pasto e água.
Os militares têm sido acusados de abusos de direitos humanos, incluindo torturas e execuções, em várias ações de segurança interna. Porém, a força policial tem sofrido os ataques mais mortíferos da sua história às mãos dos pastores.
Pelo menos 42 polícias foram mortos em novembro de 2012, quando procuravam perseguir pastores que tinham roubado gado a uma comunidade rival.
Em novembro de 2014, 21 agentes policiais foram mortos quando perseguiam pastores Pokot em Kapedo, nos limites dos condados de Turkana e Baringo.
O Quénia declarou uma situação de desastre nacional devido à seca.