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Human Rights Watch acusa minoria Yazidie de raptar e matar 52 pessoas

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A organização Human Rights Watch acusou hoje os combatentes da minoria yazidie de sequestro e assassínio de 52 civis que fugiam da ofensiva do grupo Estado Islâmico no passado mês de Junho.

Segundo a organização com sede nos Estados Unidos, os civis -- homens, mulheres e crianças -- que foram executados pertenciam a oito famílias do clã Matiut, da cidade de Mossul, no norte do Iraque.

Os combatentes yazidies, uma minoria perseguida pelo grupo radical Estado Islâmico, foram também denunciados por supostos raptos de outros membros dos clãs Matiut e Yahayus, desde o princípio do ano.

A vice-directora da Human Rights Watch (HRW) no Médio Oriente, Lama Fakih, disse através de um comunicado que as “atrocidades cometidas contra os yazidies não lhes dão autorização para cometer abusos contra outros grupos”.

No início do ano os yazidies formaram milícias que combatem sob a protecção de uma aliança armada por xiitas integrada nas Forças Armadas do Iraque.

Fontes yazidies consultadas pela HRW acusaram os clãs Matiut e Yahayish de colaboração no massacre da minoria yazidie em agosto de 2014 em que terão morrido quatro mil pessoas.

Um representante das Brigadas Ezidjan, uma milícia yazidie, admitiu que as forças estão envolvidas na captura de 52 pessoas acrescentando que os membros do clã Matiut “são cães que merecem morrer”.

A HRW recebeu também informações sobre o suposto rapto de sete camponeses Matuit, no passado mês de agosto, e de dez pastores yahayish, em fevereiro, mas não conseguiu provar as denúncias.

A organização não-governamental instou a justiça iraquiana a investigar “de forma efectiva” as acusações sobre sequestros e assassinatos que considera “crimes de guerra”.