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Eleições no Líbano marcadas por grande abstenção

Foto Mohamed Azakir/Reuters
Foto Mohamed Azakir/Reuters

A participação nas eleições de hoje no Líbano, as primeiras em nove anos, foi de 49%, contra os 54% das eleições legislativas de 2009, disse o ministro do Interior, Nohad Machnouk.

A elevada abstenção acontece numa altura em que o país tem uma nova lei eleitoral, baseada na representação proporcional, adotada no ano passado.

“Esta lei devia, portanto, gerar uma taxa de participação mais elevada do que em 2009”, disse o ministro.

No entanto, e apesar dos apelos ao voto, foi a fraca participação que marcou as eleições, num país com uma corrupção endémica e uma economia estagnada.

Num dia também marcado por conflitos dentro e à volta das assembleias de voto o Presidente, Michel Aoun, apelou aos eleitores para que votassem, num discurso na televisão uma hora antes do encerramento das urnas, afirmando: “Se você quer mudar deve exercer o seu direito” de voto.

No entanto a baixa afluência, entre 30 a 40% nos distritos de Beirute de acordo com a agência nacional de notícias do Líbano, mostrou a apatia dos eleitores em relação às principais correntes políticas no país e deixou em aberto a possibilidade de outros candidatos conseguirem um lugar no parlamento.

Foram chamados a votar cerca de 3,6 milhões de eleitores.

As últimas eleições ocorreram em 2009 e o mandato dos deputados deveria ter terminado em 2013, tendo sido aprovadas várias extensões do mesmo, evocando-se questões de segurança relacionadas com a guerra na vizinha Síria.

O sistema político libanês distribui o poder entre as diferentes comunidades religiosas do país e os principais partidos são liderados por dinastias políticas.

Os libaneses escolheram de entre 583 candidatos, distribuídos por 77 listas, os ocupantes dos 128 lugares no parlamento (que deve ter igual número de cristãos e muçulmanos) e de acordo com a legislação aprovada em 2017, que reduziu o número de circunscrições e introduziu o escrutínio proporcional.