JPP repudia “assalto” do CDS e PSD à Associação de Municípios da Região Autónoma da Madeira

13 Out 2017 / 13:08 H.

Na sequência da notícia publicada esta sexta-feira pelo DIÁRIO, que dá conta do acordo entre PSD e CDS para candidatar Teófilo Cunha e garantir a presidência da Associação de Municípios da Região Autónoma da Madeira (AMRAM), o partido Juntos Pelo Povo (JPP) acaba de emitir um comunicado.

O JPP começa por dizer que “não pode deixar de lamentar e repudiar a Aliança Democrática (AD) que se está a desenhar para tomar de assalto a Associação de Municípios da Região Autónoma da Madeira (AMRAM)”.

“Apesar dos acordos pós-eleitorais serem legítimos em muitos casos, neste caso em concreto, assume-se como um claro jogo de bastidores, com o PSD e o CDS a tentarem ganhar na secretaria aquilo que perderam nas urnas”, refere o JPP.

“Acresce, ainda, a circunstância da dita prática democrática dos dois partidos em causa não dar garantias de uma gestão imparcial, correndo o risco da AMRAM passar a funcionar como um braço armado do PSD e do CDS, contra as câmaras que não se situam no eixo político dos dois partidos que, em Portugal e na Região Autónoma, têm do poder uma visão distorcida, como se este lhes pertencesse por direito”, salienta o JPP.

E garante: “Um órgão com a importância da AMRAM não pode ficar refém de uma qualquer estratégia partidária para iludir o voto expresso legitimamente pelo povo, no passado dia 1 de Outubro, e que, quanto a nós, deve reflectir-se na presidência da Associação de Municípios”.

É, por isso, com preocupação que o JPP olha para “estas movimentações que surgem da cabeça dos que, nas eleições autárquicas, receberam um claro cartão vermelho do povo e que agora tentam, de forma desesperada, aligeirar o desaire eleitoral”.

O JPP diz não se interessar pelos objectivos traçados pelo líder do PSD e recorda que Albuquerque “colocou como meta a recuperação das câmaras perdidas em 2013, e, através dessa recuperação, a presidência da AMRAM”. “Falhado o primeiro objectivo, o líder do PSD quer agora, na secretaria, tomar de assalto a presidência da AMRAM, aproveitando o apoio da muleta histórica que tem sido o CDS”, acrescenta.

Por isso, o JPP considera “urgente que se pugne para que a AMRAM continue a ser o órgão imparcial que tem sido, e não o terreno de uma batalha ilegítima pelo poder e pela perseguição de objetivos perdidos pelo enfraquecido líder do PSD que, por derrotas eleitorais menos expressivas, já fez rolar cabeças dentro do partido que agora lidera”.