Criado observatório para monitorizar a paisagem do arquipélago da Madeira

Quatro instituições públicas e privadas juntam-se à Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais neste projecto

17 Set 2018 / 19:26 H.

A paisagem da Madeira, uma mais-valia natural, turística e cultural desta região autónoma, vai passar a ser monitorizada por um observatório, hoje estabelecido pela Secretaria do Ambiente e Recursos Naturais, em parceira com quatro instituições públicas e privadas.

“Com a criação deste observatório, nós pretendemos essencialmente caracterizar a nossa paisagem, protegê-la e valorizá-la”, explicou a secretária regional, Susana Prada, realçando que o projeto passa também por “sensibilizar a comunidade” no sentido de “todos serem responsáveis pela preservação deste património”.

A governante falava na assinatura do protocolo de cooperação que estabelece o Observatório da Paisagem da Madeira, baseado numa parceira com a Secretaria Regional do Turismo e Cultura, a Universidade da Madeira, Ordem dos Arquitetos (delegação regional do Sul) e a Associação Insular de Geografia.

“A paisagem é aquilo que de mais importante nós temos, é a nossa imagem, é aquilo que nos caracteriza e que nos distingue do resto do mundo”, sublinhou Susana Prada, lembrando que a paisagem natural das ilhas é de origem vulcânica e tem “alguns milhões de anos”, ao passo que a paisagem cultural resulta de seis séculos de presença portuguesa no arquipélago.

Este aspeto foi também sublinhado pela presidente do conselho diretivo regional do Sul da Ordem dos Arquitetos, Paula Torgal, que indicou a importância de se promover o património edificado.

“A promoção da cultura arquitetónica urbana e paisagística e a sensibilização da sociedade para a salvaguarda do património construído e da identidade dos lugares é essencial para a proteção de todos nós”, disse, realçando que a criação do Observatório da Paisagem é “fulcral” na identificação e avaliação do território insular.

Paula Torgal destacou, ainda, a importância de analisar as características da paisagem, bem como as dinâmicas e pressões que a modifica e acompanha.

“Esta é uma parceria virtuosa que vai contribuir para aproximar as pessoas do património e poderá potenciar a sua utilização como recurso ao nível do turismo, da cultura e do lazer”, afirmou.

Posição semelhante assumiu o responsável pela Sociedade Insular de Geografia, Ilídio Sousa, realçando que é “extremamente relevante” para a instituição participar no projeto e que o seu contributo será caracterizado pela “visão integrada” que o geógrafo tem da paisagem.

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