Governo destaca “sinais positivos” para acordo com saída ordenada do Reino Unido

Lisboa /
16 Out 2019 / 14:34 H.

O ministro dos Negócios Estrangeiros considerou hoje “positivos” os mais recentes desenvolvimentos nas negociações entre a União Europeia e o Reino Unido e defendeu que neste momento, aparentemente, não há questões irresolúveis para um ‘Brexit’ ordenado.

Esta posição foi transmitida por Augusto Santos Silva no final de uma reunião de duas horas e meia com o Conselho Permanente da Concertação Social sobre a agenda do próximo Conselho Europeu, na quinta e sexta-feira, em Bruxelas.

“Os últimos desenvolvimentos [sobre o Brexit], ao longo da noite de terça-feira e da manhã de hoje, são considerados por Portugal como positivos, desde logo, em primeiro lugar, porque as negociações estão em curso.

Em segundo lugar, embora existam questões por resolver [entre a União Europeia e o Reino Unido], nenhuma delas parece assumir-se como irresolúvel”, sustentou o titular da pasta dos Negócios Estrangeiros.

Augusto Santos Silva considerou depois que, para Portugal, a acontecer a saída do Reino Unido da União Europeia, “é muitíssimo importante que se faça de forma acordada”.

“Uma saída com acordo é uma saída ordenada, que evita os feitos negativos de um ‘Brexit’ caótico com efeitos negativos para as pessoas e para as economias. Termos um acordo sobre a saída é meio caminho andado para termos um acordo sobre a relação futura”, sustentou o titular da pasta dos Negócios Estrangeiros.

Augusto Santos Silva acentuou depois que os desenvolvimentos das negociações sobre o ‘Brexit’, que ainda não estão consolidados e que ocorrerem desde o último fim-de-semana, são positivos, porque as duas equipas estão a trabalhar numa atmosfera positiva”.

“Sabemos que este processo é muito dinâmico e às vezes muito surpreendente”, acrescentou o ministro dos Negócios Estrangeiros.

Em relação ao segundo tema da reunião da concertação social, referente ao quadro plurianual da União Europeia para o período entre 2021/2027, Augusto Santos Silva confirmou que Portugal se prepara para rejeitar no próximo Conselho Europeu a proposta da presidência finlandesa.

O ministro dos Negócios Estrangeiros considerou que a proposta da Comissão Europeia “é um bom ponto de partida, mas deve aproximar-se da proposta do Parlamento Europeu, prevendo um volume financeiro de 1,3% do rendimento dos 27 Estados-membros.

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