Fake News: Cidadãos devem ser mais proactivos no consumo de informação

03 Dez 2019 / 06:03 H.

A professora Elsa Costa e Silva disse à Lusa que os cidadãos precisam de ser mais proativos no consumo de informação, verificando a fiabilidade e a fonte dos conteúdos que recebem.

“O cidadão precisa de ser mais proativo no consumo de informação. Tem que procurar órgãos certificados. Não pode continuar a ver informação de um qualquer ‘link’ na internet e acreditar que aquilo é real”, defendeu Elsa Costa e Silva, em declarações à Lusa, à margem da conferência “Financiamento dos Media”, organizada pelo Sindicato dos Jornalistas (SJ).

Para a especialista cabe, assim, aos leitores “fazer um trabalho extra” para verificar a fiabilidade e a fonte da informação que recebem.

Já sobre os constrangimentos que os meios de comunicação social vivem, a professora da Universidade do Minho referiu que a solução pode passar por uma maior literacia dos media, por ajustes na regulamentação e por maiores incentivos nas escolas.

No entanto, garantiu que estas propostas não conseguem resolver, por si só, a falta de recursos humanos, financiamento e o decréscimo das vendas nos meios de comunicação.

“Temos uma política de gratuitidade que faz com que as pessoas não estejam dispostas a pagar pela informação”, vincou, notando que esta não é uma realidade de hoje.

Por outro lado, esta docente disse que, atualmente, os alunos de comunicação preferem optar por outras vias que não o jornalismo, de modo a garantirem, no futuro, uma melhor qualidade de vida.

“É muito preocupante não termos história nas redações, mas também não ter gente de qualidade com interesse nesta área”, lamentou.

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