Os 3 caminhos nas Eleições Regionais

A opção será sempre PSD provavelmente coligado com CDS ou uma união de esquerda PS, Bloco de Esquerda e CDU

01 Ago 2019 / 02:00 H.

Aproximam-se a passos largos as eleições Regionais da Madeira e através das sondagens mas sobretudo dos discursos dos políticos, acerca ou não das mesmas, vamos conseguindo aquilatar qual será o futuro político-partidário da Região e que soluções vão apresentando dos mais diversos quadrantes. Interessante também perceber os piscares de olhos, as mais que previsíveis coligações, a contagem de espingardas e as táticas e estratégias de “combate”. De negativo começo a ver para já um discurso continuadamente belicista que arrasta para o palco pessoas que nada têm a ver com o caso, umas que apenas nutrem simpatia por um ou outro candidato e outras nem isso mas que se veem arrastadas para o lodaçal habitual servindo apenas de arma de arremesso.

Pois bem, mas voltando ao que interessa, pelos discursos do Chão da Lagoa e pela entrevista de Paulo Cafôfo ao Semanário SOL é possível perceber duas coisas logo à partida. O PSD vai fazer de tudo para descolar e não depender de ninguém e o PS começa a piscar o olho à esquerda já adivinhando que não existirão maiorias absolutas e que essa possa ser a solução governativa ao jeito das eleições Nacionais que mesmo em segundo os coloque como Governo. Ou seja, começa a ficar muito claro para todos que votar no PS será votar também no Bloco de Esquerda e na CDU. Não será por isso de estranhar ver um Governo à esquerda liderado por Paulo Cafôfo com um improvável Edgar Silva com a Secretaria da Inclusão e Assuntos Sociais ou um Paulino Ascensão com a pasta da Economia.

Do outro lado o PSD de Miguel Albuquerque e Pedro Calado tentará ser solução sozinho mas não será de estranhar ver José Manuel Rodrigues ou Rui Barreto do CDS a viabilizar um governo de centro direita se tal for necessário na medição de forças entre lados diferentes da barricada. No meio e a verdadeira solução de Mudança para quem a quiser estarão várias soluções com o movimento independente Juntos Pelo Povo à cabeça que tem-se mostrado como a verdadeira opção alternativa mas também alguns partidos mais pequenos onde se destacam o PTP de Raquel Coelho, filha do polémico José Manuel Coelho e que não enjeitará servir de muleta à esquerda se tal for necessário ou o novo Aliança de Santana Lopes mais virado à direita. Também a Iniciativa Liberal liderada pelo Nuno Morna muito movimentada nas Redes Sociais tentará contar para o “Totobola” agitando as águas para se fazer notar. Restará saber se o trabalho nas Redes Sociais chegará a uma larga maioria que vota mas que por ali pouco circula mas a verdade é que em pouco tempo já se ouve falar.

Estamos por isso perante três caminhos e caberá à população escolher um deles para que depois não passem a próxima legislatura a queixar-se de que ganhou um ou ganhou o outro. As pessoas devem dirigir-se às urnas e não deixar nas mãos dos outros aquilo que é um direito de cada um de nós. Exercer o direito de voto e optar pelas pessoas que nos dão mais confiança. Não é só o líder, tentar perceber quem tem estrutura, ideias e equipa em quantidade suficiente para destilar valor nas mais diversas áreas. Perceber se queremos mudar e se o mudar resulta de uma expectativa de algo melhor ou se é só mudar por mudar. Ver os exemplos que temos pelo País fora e analisarmos o trabalho que tem sido feito e a nossa qualidade de vida em relação aos outros. Desta vez existe termo de comparação. Com a vitória de Paulo Cafôfo no Funchal e do PS em várias outras Câmaras podemos perceber se queremos um ou outro lado uma vez que ambos são Poder. Por isso uma vez mais digo. A opção será sempre PSD provavelmente coligado com CDS ou uma união de esquerda PS, Bloco de Esquerda e CDU. Voto de protesto será em branco ou num dos outros partidos que sobram , embora mesmo alguns desses tenham a secreta esperança de ser o fiel da balança que lhes atribua um poder decisivo. A ver vamos... Está nas vossas mãos.

José Paulo do Carmo
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