Ucrânia pede à comunidade internacional que reconheça genocídio dos tártaros da Crimeia

Faz hoje 75 anos do início da deportação de 200 mil pelo regime stalinistas na ex-União Soviética

18 Mai 2019 / 18:57 H.

O Governo cessante da Ucrânia pediu à comunidade internacional para reconhecer como genocídio a “deportação estalinista” de 200.000 tártaros da Crimeia, que hoje faz 75 anos.

“Instamos os nossos parceiros internacionais a honrar as vítimas inocentes da deportação, a condenar este crime do regime comunista totalitário e a reconhecer a deportação dos tártaros da Crimeia em 1944 como um genocídio”, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros em comunicado.

O Parlamento da Ucrânia reconheceu como genocídio a deportação dos tártaros da Crimeia e, a 23 de abril os Mejlis, assembleia popular dos tártaros da Crimeia fez uma carta que enviou à Organização das Nações Unidas (ONU) para que os países membros que a integram reconheçam também o genocídio.

Segundo dados de Kiev, 191.400 pessoas foram deportadas da Crimeia nos primeiros dois dias da operação de deportação, enquanto 5.989 foram acusadas de cooperar com a Alemanha nazi e outros “elementos anti-soviéticos” foram detidos e enviados para os gulag, campos de trabalho soviéticos.

Os tártaros da Crimeia, ligados aos tártaros russos, eram os principais habitantes da península que é banhada pelo Mar Negro (território que foi anexado pela Rússia em 2014), até que o Império Russo conquistou esta zona no século XVIII.

Durante o período estalinista, os tártaros, como os chechenos e os ingushes, foram deportados em massa para as repúblicas da Ásia Central e só puderam voltar à Crimeia durante a Perestroika e massivamente após a queda da União Soviética em 1991.

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