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Papa Francisco apoia “todos os esforços para evitar sofrimento” da população na Venezuela

Foto EPA
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O Vaticano anunciou hoje que “apoia todos os esforços para evitar que mais sofrimento seja infligido à população” da Venezuela e que o papa Francisco está a acompanhar de perto a situação e a “rezar pelas vítimas”.

“Em visita ao Panamá, o papa Francisco teve conhecimento da situação na Venezuela. O santo padre está a acompanhar a situação e reza pelas vítimas e por todos os venezuelanos. A Santa Sé apoia todos os esforços para evitar que mais sofrimento seja infligido à população”, referiu o porta-voz interino do Vaticano, o italiano Alessandro Gisotti.

O papa Francisco está no Panamá, país onde chegou na quarta-feira para participar nas Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ).

Juan Guaidó autoproclamou-se na quarta-feira Presidente interino da Venezuela, perante milhares de pessoas concentradas em Caracas.

Os Estados Unidos, a Organização dos Estados Americanos (OEA), a maioria dos países da América Latina, à exceção de México, Bolívia, Nicarágua e Cuba -- que se mantêm ao lado de Maduro, que consideram ser o Presidente democraticamente eleito da Venezuela -, já reconheceram Juan Guaidó como Presidente interino da Venezuela.

Rússia, China, Turquia e Irão manifestaram também o seu apoio a Nicolas Maduro.

A União Europeia defendeu a legitimidade democrática do parlamento venezuelano, sublinhando que “os direitos civis, a liberdade e a segurança de todos os membros da Assembleia Nacional, incluindo do seu Presidente, Juan Guaidó, devem ser plenamente respeitados” e instando à “abertura imediata de um processo político que conduza a eleições livres e credíveis, em conformidade com a ordem constitucional”.

Da parte do Governo português, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, expressou na quarta-feira pleno respeito pela “vontade inequívoca” mostrada pelo povo da Venezuela, disse esperar que Nicolás Maduro “compreenda que o seu tempo acabou” e apelou para a realização de “eleições livres”.

A Venezuela, país onde residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes, enfrenta uma grave crise política e económica que levou 2,3 milhões de pessoas a fugir do país desde 2015, segundo dados da ONU.