Mais de mil mortes de migrantes no Mediterrâneo desde Janeiro de 2019

12 Out 2019 / 04:40 H.

As mortes de migrantes irregulares no Mediterrâneo totalizaram 1.071 nos primeiros dez meses deste ano, menos 55% do que no mesmo período de 2018, segundo dados apresentados hoje pela Organização Internacional das Migrações (OIM).

Em comunicado, aquela agência das Nações Unidas estima que 76.558 pessoas conseguiram contornar os perigos e chegar às zonas costeiras europeias, o que significa menos 13% do que no mesmo período de 2018.

A maioria dos migrantes chegou à Grécia (19.443 pessoas) e Espanha, o destino preferido de 41.321 pessoas nos primeiros dez meses de 2019.

A tendência é negativa para a Grécia, que viu as chegadas às suas praias aumentarem cerca de 70%, ao contrário do que acontece com a Espanha, com uma redução próxima dos 50%.

Apesar do número de mortos ter descido, a OIM alerta que as condições e os riscos para os migrantes estão a agravar.

“Embora o número total de mortes registadas em 2019 no Mediterrâneo central tenha diminuído, todos os dados disponíveis indicam que as condições para aqueles que embarcam nessas viagens estão a piorar. A taxa de mortalidade (o número de mortes em relação às tentativas de atravessar) aumentou, o que significa que o risco de morte durante a tentativa de atravessar o Mediterrâneo está a aumentar”, alertou a OIM.

Segundo a organização, em 2019, uma em cada 28 pessoas que tentaram atravessar morreu e em 2018 a taxa de mortalidade foi de uma em cada 32 tentativas.

O Projeto “Migrantes Desaparecidos”, vinculado à OIM, faz seus cálculos com base nas mortes registadas, isto é, aquelas que são informadas e documentadas, e alerta que “muito mais mortes provavelmente ocorrem do que aquelas que são registadas”.