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Insegurança alimentar afecta 80% das famílias venezuelanas

A associação Venexos, que apoia imigrantes venezuelanos, recolheu no passado fim de semana na Madeira 120 quilos de alimentos e aproximadamente 30 quilos de medicamentos. FOTO: Global Imagens
A associação Venexos, que apoia imigrantes venezuelanos, recolheu no passado fim de semana na Madeira 120 quilos de alimentos e aproximadamente 30 quilos de medicamentos. FOTO: Global Imagens

Oitenta por cento das famílias venezuelanas correm risco de insegurança alimentar devido à grave crise económica no país, com uma hiperinflação e falta de bens de primeira necessidade, indica um estudo realizado por três universidades.

“Durante os últimos três anos a pobreza (...) aumentou 10% e afectava em 2018 metade das famílias (51%), enquanto 80% apresentam riscos de insegurança alimentar devido à sua falta de meios para comprar alimentos”, indicou Anitza Fréitez, co-autora do “estudo sobre as condições de vida” na Venezuela.

Realizado pelas Universidades Católica Andrés Bello, Central da Venezuela e Simon Bolivar, o estudo foi apresentado na quarta-feira em Caracas.

Segundo o texto, apenas metade das crianças e adolescentes vão regularmente à escola, devendo-se o absentismo à falta de água (28%), de alimentos (22%), de transportes (17%), de electricidade (15%) e de alimentação na escola (13%).

O estudo indica que 23% das casas não têm água corrente e que 25% sofrem regularmente cortes de electricidade de várias horas.

Além da crise económica, a Venezuela atravessa uma crise política que se agravou desde 23 de Janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente da República interino para organizar eleições, face ao presidente em exercício, Nicolás Maduro.

Até à data, cerca de 50 países já reconheceram Juan Guaidó como Presidente interino, incluindo Portugal.