Governo moçambicano pede à comunidade internacional que intensifique ajuda
O ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, José Pacheco, apelou hoje à comunidade internacional para intensificar a ajuda humanitária às vítimas do ciclone Idai, apontando o salvamento e resgate como prioridade da actual fase de emergência.
“O Governo reitera a importância de se continuar a intensificar a ajuda humanitária, sem obviamente descurar outras medidas de apoio para o restabelecimento dos serviços e actividades económicas e sociais”, afirmou José Pacheco, falando na abertura de um encontro com representantes do corpo diplomático acreditado em Moçambique.
A passagem do ciclone Idai pelo Moçambique, segundo os últimos dados do Governo, causou pelo menos 468 mortos, mais de 1.500 feridos e mais de 135 mil desalojados, levando um rastro de destruição à zona centro do país.
Sem a ajuda da comunidade internacional, prosseguiu o ministro, o sofrimento das pessoas afectadas pelo ciclone Idai teria sido mais profundo e penoso e o processo de salvamento de vidas humanas teria sido comprometido e de impacto limitado.
O chefe da diplomacia moçambicana defendeu ainda a necessidade do aprimoramento dos mecanismos de coordenação entre as entidades governamentais e os parceiros internacionais na prestação de assistência humanitária, de modo a assegurar que o apoio chegue às vítimas em tempo útil.
Por seu turno, falando em nome do corpo diplomático acreditado em Moçambique, o embaixador da Palestina, decano adjunto dos embaixadores em Maputo, Fayez Jawad, manifestou o compromisso da comunidade internacional no apoio às vítimas do ciclone Idai, assinalando o dever moral e humanitário do mundo perante situações de emergência provocadas por desastres naturais.
“Asseguramos a nossa solidariedade e apoio no alívio do sofrimento das famílias vítimas e o compromisso de fornecer tudo o que for possível para que os afectados possam enfrentar os efeitos desta catástrofe, como um dever moral e humanitário”, declarou Fayez Jawad.