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Embaixador da Venezuela no Iraque apoia Guaidó e acusa Maduro de violar Constituição

Foto EPA
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O embaixador da Venezuela no Iraque, Jonathan Velasco, manifestou no sábado o seu apoio ao líder do Parlamento, Juan Guaidó, que se autoproclamou Presidente Interino, afastando-se de Nicolás Maduro, alegando que o seu Governo violou a Constituição.

“Sr. Presidente, Guaidó, você está do lado certo da História, do povo e da Constituição, por isso colocamo-nos ao serviço do Estado que você constitucionalmente representa e dirige”, disse Velasco num vídeo publicado nas redes sociais.

O diplomata observou que Maduro e “seu clã de usurpadores superaram uma barreira que quebra o limite admissível de ser um funcionário do Estado e cúmplice de um Governo usurpador”.

Também no sábado, num vídeo divulgado nas redes sociais e que foi partilhado pelo deputado da oposição Luis Florido, o general Yánez Rodríguez declarou ter deixado de reconhecer a autoridade “nula e ditatorial de Nicolás Maduro” e reconheceu Guaidó como Presidente interino.

Velasco aproveitou para pedir a todos os cidadãos que exercem funções do Estado e no Governo para darem “um passo adiante” para defenderem a Constituição e o povo venezuelano.

O embaixador indicou que a Assembleia Nacional é o “único poder da República vinculado à ética, legitimidade e legalidade” e assegurou que esta instituição é responsável por preencher o vazio de poder criado pela violação da Constituição.

“Apoiar o presidente da Assembleia Nacional é nossa obrigação, dever e responsabilidade constitucional, e o engenheiro Juan Guaidó tem o direito constitucional e o dever de assumir a Presidência da República”, afirmou.

A 21 de janeiro, cerca de 30 militares de um comando da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) sublevaram-se, num bairro de Caracas, contra o Governo de Nicolás Maduro.

A tentativa de revolta ocorreu depois de o parlamento, controlado pela oposição anti-chavista, ter aprovado um decreto-lei prometendo amnistia para todos os funcionários civis e militares que deixassem de reconhecer legitimidade a Maduro e contribuíssem para restaurar a democracia que considerava ter deixado de existir no país.

Esta foi a forma usada por Guaidó para instar as Forças Armadas a apoiá-lo assim que se autoproclamou, por considerar que Maduro é “um usurpador” da Presidência da República, vencedor de umas eleições classificadas pela oposição venezuelana e por boa parte da comunidade internacional como “fraudulentas”.