Doze civis mortos em bombardeamentos no noroeste da Síria
Pelo menos 12 civis, incluindo três crianças, foram mortos hoje em bombardeamentos do regime de Bashar al-Assad e do seu aliado russo no noroeste da Síria, indicou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
Apoiado pela aviação russa, o poder sírio bombardeia há perto de três meses a província de Idlib dominada pelos ‘jihadistas’, assim como as zonas adjacentes nas regiões vizinhas de Alepo, Hama e Latáquia.
Desde o início da escalada no final de Abril, mais de 730 civis, entre os quais 180 crianças, foram mortos nos bombardeamentos na região de Idlib, segundo o OSDH, e 330 mil pessoas fugiram da violência, de acordo com a ONU.
Hoje, sete das vítimas foram mortas em ataques aéreos russos, cinco das quais na cidade de Maaret al-Noomane e arredores, disse o observatório.
Os bombardeamentos do regime sírio mataram cinco outros civis, incluindo duas crianças, na província vizinha de Alepo, adiantou.
A região de Idlib é controlada pelos ‘jihadistas’ do Hayat Tahrir al-Sham (HTS, ex-ramo sírio da Al-Qaida), encontrando-se também na zona outras facções rebeldes e ‘jiahdistas’.
Centenas de milhares de pessoas na região fugiram aos combates noutras zonas da Síria ou recusaram ficar em localidades rebeldes tomadas pelo regime.
Em Setembro de 2018, a Rússia e a Turquia, que apoia alguns grupos rebeldes, concluíram um acordo sobre uma “zona desmilitarizada”, para separar os territórios controlados pelos ‘jihadistas’ das zonas governamentais e evitar uma ofensiva das forças pró-regime. O pacto não tem evitado a violência.
Desencadeada em 2011 pela repressão pelo regime de manifestações pró-democracia, a guerra na Síria já causou mais de 370 mil mortos e milhões de deslocados e refugiados.