Autoridades levantam bloqueio a jornais e portais na Internet

17 Mai 2019 / 08:24 H.

A principal operadora telefónica da Venezuela, a estatal CANTV, levantou quinta-feira o bloqueio no acesso à Internet a jornais e portais, no dia em que o Grupo de Contacto Internacional iniciou uma visita de trabalho a Caracas.

Entre os jornais que hoje era possível aceder livremente estava o El Universal, o El Nacional, o 2001 e o El Carabobeño.

Por outro lado, era possível aceder a portais como La Patilla e Armando Info.

Entretanto, foi também desbloqueado o aceso ao ‘site’ revolucionário socialista Aporrea, que promove a discussão sobre o processo revolucionário e que na última terça-feira protestou junto da sede da CANTV para exigir o seu desbloqueio.

Além do desbloqueio é percetível uma melhoria na velocidade de navegação (descarga) na Internet, mas não nos ‘uploads’.

O Grupo de Contacto Internacional (GCI) para a Venezuela iniciou quinta-feira uma missão política de dois dias a Caracas, na qual Portugal está representado pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro.

O envio desta missão política saiu da reunião que o GCI efetuou na semana passada na capital costa-riquenha, São José.

Dessa reunião saíram três decisões: estabelecer a título permanente, em Caracas, um grupo de apoio à ação humanitária, agendar reuniões com o Grupo de Lima e com a Comunidade dos Países do Caribe (que ainda estão a ser marcadas), e enviar uma missão política à Venezuela.

O GCI enviou entre janeiro e maio cinco delegações de nível técnico e diplomático e decidiu promover uma missão de âmbito político, tendo em conta a degradação da situação social e

O GCI integra, além de Portugal, sete outros países europeus (Espanha, Itália, Reino Unido, Holanda, Alemanha, França e Suécia), a União Europeia (UE) e quatro países latino-americanos (Costa Rica, Equador, Uruguai e Bolívia).

No final de janeiro deste ano, o presidente do parlamento venezuelano, Juan Guaidó, jurou assumir as funções de Presidente interino da Venezuela e foi quase de imediato reconhecido por mais de 50 países. Guaidó indicou que o objetivo era conduzir o país à realização de “eleições livres e transparentes”.

À crise política na Venezuela soma-se a uma grave crise económica e social que já levou mais de três milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, segundo dados das Nações Unidas.

O clima de crise e de incerteza política tem tido repercussões no abastecimento energético do país, que enfrenta igualmente falta de medicamentos e de alimentos.

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