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Angola precisa de 10 mil produtores de cana-de-açúcar para reduzir importação do açúcar

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O Governo angolano anunciou hoje que o país precisa de 10 mil produtores de cana-de-açúcar para reduzir a importação deste produto, que, só de janeiro a outubro de 2019, custou ao Estado 137 milhões de dólares (123,4 milhões de euros).

Segundo o secretário de Estado angolano da Economia, Sérgio Santos, a Biocom, única empresa angolana que produz açúcar e etanol, tem capacidade para moer dois milhões de toneladas de cana-de-açúcar/ano, mas produz apenas metade por falta de produção de cana-de-açúcar.

“Pretendemos que no domínio da produção de cana-de-açúcar, surjam promotores para produzir cana-de-açúcar, temos estado a suscitar conversa com os produtores e a Biocom, num raio de 40 quilómetros da planta industrial da empresa é viável produzir-se cana-de-açúcar”, declarou hoje Sérgio Santos, em conferência de imprensa.

Para o governante angolano, que desafiou produtores angolanos a apostarem na produção da cana-de-açúcar, na extensão industrial da Biocom, província angolana de Malanje, projetos viáveis com esse propósito terá financiamento garantido no âmbito do Programa de Apoio ao Crédito (PAC).

“Estamos a convidar a quem tiver projetos e precisar de financiamentos que o faça. Estimamos que podemos atender cooperativas de produção de até 10 mil produtores e precisamos que eles surjam, porque não é o Estado que vai produzir cana-de-açúcar”, atirou.

O Governo angolano anunciou, nesta conferência de imprensa, que decorreu, hoje, em Luanda, que de janeiro a outubro de 2019 foram gastos 1,3 mil milhões de dólares (1,17 mil milhões de euros) de janeiro a outubro de 2019 com a importação de bens alimentares, apontando a necessidade urgente da aposta na produção nacional.

Pelo menos 54 produtos acompanhados pelo Ministério da Economia e Planeamento angolano, no âmbito do Programa de Produção Nacional, Diversificações das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI), “poderiam ser produzidos em Angola”, admitem as autoridades.

O PAC, assegurou o secretário de Estado angolano, tem disponíveis 2 mil milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros) para substituir importações e diversificar exportações.