Teófilo Cunha promete estudar soluções de financiamento para o Observatório Oceânico da Madeira

19 Nov 2019 / 14:53 H.

Na visita efectuada esta manhã ao Observatório Oceânico da Madeira, o secretário regional de Mar e Pescas alertou para a necessidade de salvaguardar o financiamento deste espaço que tem um trabalho “reconhecido por todos” e permite conhecer, monitorizar e saber o que o mar nos pode dar, pois “só com conhecimento é possível apostar numa economia azul”.

Em causa está, segundo Teófilo Cunha, o fim dos apoios financeiros provenientes dos quadros comunitários, que terminam no final de 2020, sendo necessário salvaguardar o funcionamento desta entidade enquanto outros quadros comunitários não abrirem. Nesse compasso de espera, prometeu estudar a situação e “tentar perceber, dentro das competências e do Orçamento Regional, o que será possível fazer”, embora admita que este apoio “vai depender muito das verbas do Orçamento da República que vierem para a Madeira”, havendo depois um complemento por parte do Orçamento Regional.

Teófilo Cunha diz mesmo que sem financiamento o Observatório corre o risco de “encerrar”.

Rui Caldeira, investigador responsável pelo Observatório, explica o trabalho que está a ser feito em várias frentes, não só do ponto de vista meteorológico, como também do ponto de vista ecossistemático, que permite “conhecer um pouco melhor os nossos ecossistemas costeiros”.

Refere ainda que a recolha de informação é “essencial para conhecermos o nosso meio marinho e com isso, podermos aproveitar melhor os nossos recursos”, apostando eficazmente numa economia azul.

O levantamento do potencial energético eólico das ondas e correntes, o levantamento dos fenómenos oceanográficos, assim como o levantamento da ocorrência de cetáceos e mapeamento dos habitats subaquáticos são alguns dos projectos em curso.

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