Rafael Macedo chega-se ao CHEGA

Médico ex-coordenador da medicina nuclear do SESARAM troca de partido para regressar à política activa “mais forte”, avisa

13 Fev 2020 / 15:50 H.

Desengane-se quem julgava que a renúncia de Rafael Macedo ao mandato autárquico na Ribeira Brava poderia significar o fim da curta carreira política do médico ex-coordenador da medicina nuclear do SESARAM.

Depois de concorrer pela primeira vez como cabeça-de-lista pelo JPP nas Autárquicas de 2017 na Ribeira Brava, onde foi eleito deputado municipal, e de no ano passado ter-se candidatado às eleições regionais pelo PURP, Rafael Macedo junta-se agora ao CHEGA para relançar “uma nova fase política activa mais forte”, avisa.

O médico especialista que se encontra suspenso da actividade na sequência da polémica que há um ano colocou a medicina nuclear em estado de ebulição, confirmou ao DIÁRIO ter abandonado a militância do PURP para passar a apoiar o partido de André Ventura, embora, esclareceu, não seja militante do CHEGA, partido considerado nacionalista.

A aposta em se associar à nova força política que já garantiu assento na Assembleia da República e tem vindo a ganhar popularidade, justifica em parte a renuncia ao mandato de autarca na Ribeira Brava. Recorde-se que Rafael Macedo formalizou em Dezembro último o pedido de renúncia de deputado municipal, que esta sexta-feira será concretizada com a substituição do número dois da lista.

Alvo de processos em tribunal por ter publicamente denunciado um conjunto de alegadas irregularidades que podiam configurar negligência na forma como estava a operar a medicina nuclear do hospital, estando também por isso suspenso do exercício da actividade enquanto médico nuclerista, Rafael Macedo ‘ameaça’ agora voltar à política activa com a chancela do CHEGA.

“Abandonei a função de deputado municipal porque verifiquei que realmente não tinha voz activa e tenho medo que esta política castra através do artigo 184 do Código Penal qualquer situação que se diga, que se oponha ou que se levante contra uma suposta corrupção ou favorecimento na actual política imposta na Madeira, possa levar com mais processos em cima. Para não colocar em causa as pessoas que me elegeram com confiança política, decidi abandonar o cargo por causa da liberdade de expressão e também por medo que me coloquem mais processos em cima. Daí que estou determinado, a partir de uma força política nacional, em continuar a avançar de forma mais segura sem ser sujeito a pressões que atentam à liberdade de expressão”, justificou.