PSD reivindica à República melhor acesso da GNR aos cuidados de saúde na Madeira

24 Jun 2019 / 15:28 H.

“Uma das principais reivindicações da GNR na Madeira é a dificuldade no acesso à prestação dos cuidados de saúde” , alertou esta segunda-feira Sara Madruga da Costa, deputada do PSD na Assembleia da República, na sequência de uma reunião com o Delegado Regional da Associação Profissional da Guarda APG-GNR, José Segura, que representa 180 agentes que desempenham funções na Madeira.

Sara Madruga da Costa lamentou que “o Governo da República tenha descurado a realização de protocolos na Madeira com vista à melhoria da prestação desses cuidados de saúde e por outro lado que o reembolso das consultas demore mais de seis meses a ser efectuado pela SAD GNR a estas forças de segurança”.

Uma posição reforçada por José Segura. “Temos o atraso no reembolso – pelos menos de seis meses – e problemas no acesso aos Cuidados de Saúde”, disse apontando estes como os principais problemas que afectam os profissionais da Guarda na Madeira, da responsabilidade da República.

Perante o exposto a deputada garantiu que irá “questionar o Governo da República e o Ministro da Administração Interna sobre esta questão” e “pedir que haja uma maior agilização nos processos dos reembolsos e dos cuidados de saúde dos profissionais da GNR na Madeira”.

A deputada madeirense relembrou ainda que “o Governo da República não tem assumido o pagamento, que é da sua responsabilidade, desses cuidados de saúde dos serviços de segurança na Madeira e que a dívida à Região já ultrapassou os 18 milhões de euros”.

Sara Madruga da Costa identificou ainda outros assuntos pendentes que Lisboa tarda em resolver, caso do subsídio de insularidade, uma antiga reivindicação destes profissionais, a actualização da tabela remuneratória e ainda referiu o facto de os guardas ainda não terem visto reconhecida a sua profissão como sendo do risco, à semelhança de outras forças de segurança.

Madrguga diz ser ainda “inadmissível” é também a forma como a República trata e tratou os agentes do GIPS, um Grupo de Intervenção da GNR que estiveram na Madeira no combate aos incêndios de agosto de 2016. “Consideramos inaceitável que três anos depois o Governo de António Costa ainda não tenham pago as ajudas de custo a que estes profissionais têm direito”, rematou, garantindo que esta será outra questão a ser colocada sobre a mesa em Lisboa.

Outras Notícias