PSD-Madeira “sem problemas” em aprovar Orçamento mas não esquece reivindicações

06 Dez 2019 / 22:18 H.

“O Orçamento de Estado pode depender do PSD-Madeira e apenas de uma coisa: é das justas reivindicações da Madeira serem satisfeitas pelo poder central. Nós temos que olhar para o Orçamento em função dos interesses da Região e nós confiamos, como sempre dissemos, a nossa votação em função daquilo que são os legítimos direitos do povo madeirense. O mesmo é dizer que se a concretização das nossas reivindicações estiver assegurada, nós não temos qualquer problema em aprovar o Orçamento de Estado para 2020”. A afirmação é de Miguel Albuquerque que, esta noite, no jantar de Natal dos social-democratas deixou clara a sua posição e aquela que é a posição de todos os autonomistas ‘laranjas’: “Em primeiro lugar está a Madeira, estão os madeirenses e porto-santenses, em segundo lugar está a nossa autonomia política, em terceiro lugar está a defesa do nosso desenvolvimento e, só em quarto lugar, está a defesa do Partido, quer no quadro nacional, quer no quadro regional”.

Miguel Albuquerque que assegurou, perante uma sala com casa cheia de militantes e simpatizantes do partido, que o PSD-Madeira existe para satisfazer o povo. “Nós estamos aqui para servir os madeirenses e porto-santenses”, disse.

Reconhecendo e agradecendo, mais uma vez, o extraordinário trabalho levado a cabo pelos militantes, neste ano em “que o PSD-Madeira venceu tudo o que tinha para vencer”, o presidente assumiu que as três conquistas alcançadas este ano foram ”vitórias da Madeira, da social-democracia e da autonomia”.

“Nós não nos vergamos a ninguém e a luta continua, seja lá contra quem for. O nosso combate continua a ser um combate pelos Madeirenses, pelas novas gerações de Madeirenses e Porto-santenses, pela defesa da nossa autonomia, pelo alargamento dos nossos poderes, pela emancipação da Madeira e pela nossa liberdade de decisão”, sublinhou, ainda, reforçando que “o segredo do PSD-Madeira - um partido que é dos militantes - reside, precisamente, em saber olhar o seu passado como um exemplo, o seu presente como um momento de luta e perspectivar o futuro com uma linha de rumo que não se altera em função das circunstâncias nem das modas do politicamente correcto”.

Miguel Albuquerque que, no seu discurso, afirmou ainda ser necessário manter “aquilo que garante As vitórias, a unidade do PSD, entre os militantes e simpatizantes, os mais velhos e os mais novos”, num momento em que a renovação e a refiliação do partido foram novamente focadas.