Primeira reunião entre Pedro Ramos e Gonçalo Faro da Silva “correu muito bem”

23 Jul 2019 / 19:52 H.

A primeira reunião entre Pedro Ramos e Gonçalo Faro da Silva, esta terça-feira, marca o serenar das relações entre a secretaria regional da Saúde e o Conselho Regional da Madeira da Ordem dos Médicos (OM), depois de dois anos de desentendimentos entre o Governo Regional e o ex-presidente da OM Madeira, António Pedro Freitas, que renunciou ao cargo para integrar a candidatura do PS às próximas eleições regionais.

Para o secretário regional da Saúde, o encontro com o actual presidente do Conselho Regional da Madeira da OM “correu muito bem”. Pedro Ramos disse mesmo já estar “à espera que a Ordem dos Médicos e os novos representantes tivessem outra atitude”, e as expectativas do governante não saíram defraudadas: “Foi uma reunião onde o diálogo existiu e onde de facto se falou de inúmeras questões relacionadas com a Saúde na RAM.

Pedro Ramos adiantou que na reunião de hoje, vários assuntos foram debatidos, mas sobretudo os mais recentes: “Do subsídio de fixação, nova remuneração no pagamento das horas extraordinárias, e também das chamadas vagas carenciadas”.

O secretário regional sublinha que é preciso “Defender sempre o Serviço Regional de Saúde”. Daí que, afirme: “Assim como tivemos os incentivos para os médicos, que criámos há algum tempo, para trazer médicos de fora, com estas medidas mais recentes quisemos transmitir à nossa classe profissional, neste caso os médicos, que também há incentivos”.

Também o presidente do Conselho Regional da Madeira da OM referiu-se a esta reunião como “o reactar de um diálogo que, a dado momento, esteve interrompido, ou reduzido, mas que é desejável por todos que se mantenha”. Gonçalo Faro da Silva contou que o encontro também serviu para discutir temas como “a aprovação dos novos estatutos do SESARAM, pareceres que nos foram pedidos, alguma competências que são delegadas na Ordem como as idoneidades, o acompanhamento das visitas de idoneidade, concursos, progressões de carreira”. Sobre se ficou garantido que todas as especialidades ficarão abrangidas pela nova remuneração de pagamento das horas extraordinárias, Faro da Silva afirmou que “há vários diplomas em curso e um deles regulamenta o pagamento das horas extraordinárias por igual a todos”. O presidente do Conselho Regional da Madeira da OM aponta, ainda assim, que “há algum desconforto que este tipo de medidas causa”. Por isso, acrescentou, “estão a ser debatidas”.

O representante da OM na Madeira lembrou que “há especialidades que foram definidas como carenciadas e isso causa desconforto sobre como é feito o critério de definição de uma especialidade carenciada”.

Outras Notícias