Presidente da Junta de Santa Luzia lamenta desconsideração da Câmara do Funchal

Em causa a falta de convite para as presidências abertas

16 Jan 2020 / 09:33 H.

A primeira visita de trabalho no âmbito da iniciativa “O Funchal Que Nos Une”, nome que a Câmara Municipal do Funchal deu às presidências abertas deste ano já motivou um protesto.

Ontem o Presidente Miguel Silva Gouveia e os restantes membros do Executivo Municipal visitaram o CASA – Centro de Apoio ao Sem-Abrigo, na freguesia de Santa Luzia, sem terem convidado para o feito o presidente de Junta local, que não gostou da indelicadeza.

O social-democrata José António Rodrigues fez saber ao DIÁRIO que se sentiu excluído por uma autarquia que em vez de servir as populações faz política com tudo. Logo, como não foi tido nem achado na visita à instituição situada na freguesia, também equaciona não estar disponível para uma prometida reunião com a Junta.

Confrontando com a reacção, o presidente da CMF, Miguel Silva Gouveia, garante que as presidências abertas são iniciativa da Câmara e não das Juntas. José António Rodrigues espera para ver quem acompanhará o autarca nas freguesias afectas ao PS.

O edil não entra em polémicas. Explicou que “estes encontros visam promover as políticas de proximidade entre o Executivo da Câmara Municipal e toda a comunidade do Funchal, procurando identificar todo o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela Autarquia, directa ou indirectamente, através dos diversos apoios financeiros que concedemos anualmente”. Nesse sentido, por as Juntas também são apoiadas pelo município, haverá reuniões com todas as freguesias independentemente da cor política do seu executivo.

O autarca desmente que tenha havido qualquer desconsideração e lembra que o propósito das presidências abertas é “mostrar a toda a população o bom trabalho realizado em diversos locais e nas mais variadas áreas, seja social, cultural, educativa e desportiva, procurando perceber de que forma podemos melhorar a nossa intervenção”.