PCP vai debater a luta anti-fascista e a repressão política na Madeira

Entre 25 e 29 de Novembro, a representação parlamentar do PCP vai realizar uma série de iniciativas para abordar a repressão política e policial vivida na Madeira antes do 25 de Abril.

16 Nov 2019 / 12:19 H.

O PCP abordou hoje a luta anti-fascista verificada na Madeira ao longos de vários anos e apresentou diversas iniciativas parlamentares que pretendem realizar. Sob o título ‘Construir a Memória’, a representação parlamentar irá promover uma semana de iniciativas, entre os dias 25 e 29 de Novembro, composta por várias actuações.

No dia 25 de Novembro, dia em que a tradição académica coimbrã consagrou a jornada de luta ‘Tomada da Bastilha’, o Centro Cultural Anjos Teixeira, na Rua João de Deus, acolhe, pelas 19 horas, uma sessão comemorativa do cinquentenário da grandiosa luta dos estudantes de Coimbra.

Seguidamente, será feita uma conferência/debate sobre a Revolta do Leite, focando alguns “chocantes aspectos” sobre a repressão que foi então exercida sobre a população da Madeira, que permaneceu em segredo até à data.

A ideia é demonstrar “como ainda há muito a fazer quanto ao conhecimento das práticas e características da ditadura a que o povo da Madeira também esteve sujeito e, com isso, desmascarar as tendências neo-fascistas e de extrema direita que ultimamente têm ganho alguma expressão junto da opinião pública”, refere o PCP que irá propor, na Assembleia Legislativa da Madeira, a criação de um “memorial aos resistentes antifascistas na Madeira e a abertura de um Centro Documental, no Funchal, sobre a repressão fascista nesta Região”, referiu o dirigente Edgar Silva.

Onde estão os arquivos da PIDE/DGS no Funchal?

Na iniciativa realizada esta manhã, que serviu para apresentar o plano de actuação para os próximos dias, o PCP questionou sobre os arquivos da PIDE/DGS no Funchal e a documentação das actividades da repressão policial nestas ilhas durante o fascismo.

Os comunistas lamentam “o desaparecimento de uma parte da história da Região” e o “escasso ou quase nulo interesse pela resistência e consequente repressão que se verificou na Madeira e Açores antes do 25 de Abril”.

Face a esta realidade, o PCP tem vindo a apresentar iniciativas sobre a repressão política e policial na Madeira, documentou a vaga de prisões verificada na Madeira nos anos 40 do século passado, que foi verdadeiramente inédita pelo número de presos que atingiu e pelo facto de duas das vítimas terem vindo a ser assassinadas pelo fascismo.

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