Olavo Câmara defende mais apoios para a Universidade da Madeira

Lisboa /
14 Jan 2020 / 16:56 H.

O deputado do Partido Socialista-Madeira à Assembleia da República, Olavo Câmara, abordou, hoje, a necessidade de mais apoios para a Universidade da Madeira (UMa), de modo a fazer face às fragilidades que este estabelecimento de ensino superior enfrenta, decorrentes das suas especificidades.

O deputado madeirense lembrou no Parlamento nacional, a distância e os custos de insularidade, factores que condicionam a UMa na captação de docentes e alunos ou de projetos científicos, o que, consequentemente, se reflecte na perda de financiamento. “Sabemos os avanços que têm sido alcançados por parte do Governo da República, nomeadamente o aumento do financiamento em 2,4 % e a inclusão no Orçamento do Estado do subsídio de insularidade para os trabalhadores do ensino superior das Regiões Autónomas, reconhecemos os esforços que estão a ser feitos, no entanto, a Universidade da Madeira precisa de mais respostas”, afirmou.

Neste sentido, Olavo Câmara instou o ministro da tutela sobre se os problemas da UMa se resolvem, ou não, exclusivamente com mais financiamento, ou se existem outras opções e outro caminho para esbater as fragilidades deste estabelecimento de ensino superior.

O parlamentar referiu que o problema pode ser resolvido com a atracção de mais alunos e docentes para a Universidade, com programas de mobilidade de alunos e de docentes, com intercâmbios ou programas à semelhança do Erasmus, que permitam trazer mais alunos e assim aumentar o financiamento, mas também, com mais financiamento indirecto e com o acesso aos fundos europeus (aos quais neste quadro comunitário a UMa esteve impossibilitada de concorrer). Considerou que poderia ser constituída uma equipa governamental para ajudar nesta matéria.

“Se existem fragilidades da Universidade por falta de alunos, então vamos garantir mais alunos. Se existem fragilidades de acesso a fundos, então vamos ajudar. Se existem fragilidades no acesso aos fundos nacionais, então vamos conseguir esse acesso”, exortou Olavo Câmara.

Defendendo acção, estratégia e desenvolvimento, o deputado socialista madeirense perguntou como é que o Governo pretende actuar para esbater as fragilidades das universidades das Regiões Autónomas, em particular a da Madeira, e que medidas de discriminação positiva tem pensadas para fazer face aos custos da insularidade.

Em resposta a Olavo Câmara, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, afirmou que o Governo tem “uma opção clara neste orçamento de valorizar ainda mais a dotação inicial à UMa, como ficou plasmado no orçamento, em sede daquilo que foi o contrato de legislatura”, referiu, adiantando ainda que está sempre aberto a trabalhar mais, sobretudo “percebendo que a autonomia das universidades das regiões autónomas tem de ser sempre preservada e valorizada, mas, naturalmente, em esquemas crescentes de mobilidade de estudantes e docentes, e temos o maior interesse em trabalhar nesse sentido, ajudando sempre o reforço dessas instituições, em colaboração no contexto nacional e europeu”, referiu.