Militares realçam “humanismo e disponibilidade” no apoio após temporal de 2010 na Madeira

20 Fev 2020 / 18:30 H.

O Regimento de Guarnição N.º 3 (RG3), no Funchal, prestou hoje homenagem aos militares e civis envolvidos no apoio às populações da Madeira após o temporal de 20 de fevereiro de 2010, sublinhando a sua “disponibilidade” e “humanismo”.

“Esta placa não é uma vaidade”, afirmou o comandante das Forças Terrestres do Exército, tenente-general Martins Pereira, após o seu descerramento, realçando: “É apenas para que os nossos militares, que servem neste regimento, saibam que têm um legado de competência, disponibilidade, prontidão e humanismo.”

Na sequência do temporal de 2010, o RG3 foi activado no âmbito do apoio ao Serviço de Protecção Civil da Madeira e recebeu nas suas instalações 236 desalojados entre 20 de fevereiro e 30 de março.

Os militares estiveram também envolvidos na remoção de escombros e em operações de busca e resgate, bem como na distribuição de alimentos e água potável à população afectada pela aluvião, a segunda mais devastadora e mortífera registada na Madeira, após a de 1803, que provocou cerca de 1.000 mortos.

A tempestade que se abateu sobre a ilha em 2010 provocou 47 mortos, quatro desaparecidos, 250 feridos e mais de 600 desalojados. Os prejuízos foram de 1.080 milhões de euros.

Várias entidades regionais, como o vice-presidente do parlamento, José Prada, o secretário da Saúde e Protecção Civil, Pedro Ramos, e a vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal, Idalina Perestrelo, estiveram presentes na cerimónia de descerramento da placa, onde consta a seguinte inscrição: “Ao esforço dos militares e civis envolvidos no apoio às populações da Madeira, por ocasião da aluvião ocorrida em 20 de fevereiro de 2010”.