Líder do PSD/Madeira classifica opositores de esquerda de “vendilhões da autonomia”

29 Jul 2018 / 17:17 H.

O líder do PSD/Madeira, Miguel Albuquerque, classificou hoje a oposição regional de esquerda de “vendilhões da autonomia”, que tentam “cantar para enganar” os madeirenses e procuram “chegar ao poder com a ajuda do governo da geringonça”.

“O que o há de novo hoje é que temos uma série de indivíduos e indivíduas que andam aí a cantar, a tentar enganar os madeirenses e os porto-santenses”, disse o líder regional, durante a festa do PSD no Chão da Lagoa, nas serras do Funchal, evento que contou com a participação do presidente partido, Rui Rio.

Miguel Albuquerque considerou que o panorama político, ao fim de quatro décadas de autonomia, é o mesmo e assenta numa dicotomia entre autonomistas e centralistas.

“De um lado estamos nós, os autonomistas sociais-democratas, aqueles que desenvolveram a Madeira no passado e que continuam a desenvolver a Madeira no presente, aqueles que põem a Madeira acima do partido, a Madeira acima dos nossos egos, a Madeira acima de tudo”, disse, sublinhando que, do outro lado, “estão os comunistas e os socialistas feitos com o centralismo de Lisboa, os vendilhões da autonomia”.

Discursando perante uma multidão estimada em 20 mil pessoas (dados da organização), Miguel Albuquerque destacou a presença do ex-presidente do PSD/Madeira, Alberto João Jardim, que não participava no evento do Chão da Lagoa, a maior festa do partido ao nível nacional, desde 2015 e que assistiu às intervenções no meio dos militantes.

O líder social-democrata colocou, no entanto, o enfoque nas críticas à oposição de esquerda.

“Nós sabemos bem o que eles querem, eles querem é chegar ao poder com a ajuda do governo da geringonça [Governo da República], para entregar os méritos dos madeirenses a Lisboa e isto voltar para o passado e ser o Terreiro do Paço a mandar na Madeira”, afirmou, reforçando que “isso os madeirenses e os porto-santenses não vão deixar”.

Miguel Albuquerque dirigiu também um ataque aos “socialistas da trampa” que levaram o país à falência e agora afirmam que reverteram a austeridade, sublinhando que, na verdade, são responsáveis pela aplicação de “tantos impostos indiretos”, bem como por “abandonar os madeirenses” em situações como o subsídio de mobilidade e a retenção de verbas para as obras de reconstrução da ilha após os incêndios de 2016.