JPP denuncia “má qualidade” e “insuficiência” da alimentação nas escolas

18 Nov 2019 / 12:20 H.

Numa conferência de imprensa, promovida esta manhã, na Assembleia Legislativa da Madeira, o JPP denunciou “a má qualidade, a insuficiência e a falta de diversidade da alimentação” que é fornecida nas escolas públicas do 1.º ciclo da Região Autónoma da Madeira.

Segundo o porta-voz desta iniciativa, o deputado Paulo Alves, “esta é uma situação já denunciada pelo JPP em 2017”, que resultou num projecto de resolução que recomendava ao Governo Regional “maior fiscalização” na alimentação das crianças”. Na altura, o mesmo terá sido chumbado, com a garantia do secretário regional da Educação de que não havia problemas com a questão da alimentação nas escolas.

O que se verifica é que “a situação não está resolvida, muito pelo contrário. Várias têm sido as denúncias de profissionais do ensino, o que comprova o não cumprimento do caderno de encargos por parte da empresa que fornece a alimentação nestas escolas”, acusa Paulo Alves.

“Massa que é servida, consecutivamente, durante vários dias da semana, a proteína que não atinge os valores mínimos necessários para as crianças, lanches que apenas integram ‘bolacha Maria’, algumas vezes até sem leite” são alguns dos exemplos apontados pelo deputado do JPP e, que no seu entender, comprovam “a falta de equilíbrio nutricional necessário, principalmente nesta fase do crescimento”.

Outra situação denunciada é “o não cumprimento da ementa, o que coloca em risco algumas crianças por especificidades alimentares que estas possam apresentar, além da quantidade dos alimentos, que é manifestamente insuficiente”, acrescenta.

O deputado recorda igualmente o compromisso da introdução de alimentos agrícolas regionais nas escolas e frisa a “mais-valia da qualidade dos produtos, bem como da diversidade que iria proporcionar às ementas”.

Paulo Alves conclui salientando que o JPP irá apresentar, novamente, um projecto de resolução que recomendará ao Governo Regional, nomeadamente à Secretaria Regional da Educação, que fiscalize esta situação fazendo cumprir o respectivo caderno de encargos para “o bem das nossas crianças”

O deputado frisa ainda “a necessidade de responsabilizar as direcções executivas que têm competências nesta matéria (fiscalização/acompanhamento e comunicação de anomalias à Secretaria Regional, por via da Direcção Regional de Planeamento e Recursos Educativos)”.