GR irá apresentar Programa de Prevenção das Doenças Respiratórias Crónicas em Janeiro

Pedro Ramos reage assim ao relatório do Observatório Nacional de Doenças Respiratórias

13 Dez 2018 / 11:17 H.

Quando confrontado pelo DIÁRIO com os resultados do 13.º relatório do Observatório Nacional de Doenças Respiratórias (ONDR), que dá conta de que a Madeira regista a maior taxa de mortalidade por doenças respiratórias da Europa, o secretário Regional da Saúde disse já ter conhecimento da situação há um ano e anunciou que o Programa de Prevenção das Doenças Respiratórias Crónicas será apresentado na primeira quinzena de Janeiro.

“Sabemos que as cinco principais causas de mortalidade da Região Autónoma da Madeira são as doenças cardiovasculares, os tumores malignos, as doenças respiratórias, as doenças metabólicas e ainda as doenças do foro mental. Ora em relação a muitas delas havia já um programa implementados na Região Autónoma da Madeira no sentido de promover a Saúde e a prevenção das doenças dentro dessas áreas. Havia, de facto, um caminho a percorrer no que diz respeito às doenças respiratórias”, reconheceu Pedro Ramos, frisando todavia que “durante o ano de 2018 houve mais de dez reuniões, envolvendo profissionais da área da Pneumologia e da Secretaria, da UACES, médicos, enfermeiros, técnicos no sentido de acentuarmos e reforçarmos as medidas a implementar e de combater esta mortalidade por doença respiratória”.

As novas directrizes em relação as doenças respiratórias na Região visam, de acordo com o governante, reduzir o consumo do tabaco, aumentar a ida às consultas de tabagismo, aumentar o recurso à reabilitação respiratória, aumentar ida às consultas de pneumologia e monitorizar melhor os doentes com doença crónica obstrutiva (com recurso à espirometria, por exemplo), entre outros objectivos.

Paralelamente, a Secretaria irá iniciar uma investigação relativamente à qualidade do ar nos edifícios, adiantou Pedro Ramos.

“Não há motivo para alarmismos, uma vez que sempre que nós temos resultados implementamos estratégias para melhorar esses resultados”, assegurou o secretário.

Pedro Ramos fez ainda questão de desvalorizar os resultados da Madeira em proporção com o todo nacional: “Atenção, não é a Madeira que fica na cauda é o país que fica na [cauda da Europa]. É preciso ver a população”, frisou.