Falta de acção da República preocupa Rubina Berardo

Em causa está a Venezuela e o ‘Brexit’

20 Mar 2019 / 16:22 H.

A deputada social-democrata Rubina Berardo questionou o Primeiro-ministro sobre a instabilidade que se vive na Venezuela, lembrando que Portugal reconheceu Juan Guaidó como presidente interino, mas ainda não reconheceu o representante especial designado pela Assembleia Nacional para o nosso país.

Uma falta de acção que a deputada criticou, a vários níveis, chegando a perguntar a António Costa se vai pedir o aumento da pressão internacional, nomeadamente junto dos seus pares europeus, ou se vai usar a sua voz para pedir à UE que tenha uma acção conjunta capaz de proteger os ativos do Estado venezuelano nos países europeus. Algo que considerou “fundamental” para a recuperação da Venezuela, após as eleições livres.

A par da Venezuela, Rubina Berardo aproveitou a ocasião para confrontar António Costa acerca do possível adiamento do Brexit e sobre o que está previsto que venha a acontecer neste enquadramento, concretamente ao nível da validade das decisões do Parlamento Europeu, questionando o que realmente tem vindo a ser feito pelo Governo da República para acautelar os interesses de Portugal.

«Quais as empresas e que tipo de investimento é que o Estado Português conseguiu captar, até agora, através do ‘Portugal in’?», perguntou a deputada social-democrata, indo mais longe ao questionar o que é que, para além da linha de crédito, a governação a cargo de António Costa fez para apoiar as empresas a redireccionar as suas exportações para o Reino Unido.

Uma falta de acção que Rubina Berardo considerou inadmissível e contraditória face ao que o governo da República tem vindo a anunciar publicamente. Aliás, apenas como exemplo, a deputada denunciou que a linha telefónica anunciada na semana passada para responder às dúvidas dos portugueses sobre o Brexit tinha já sido lançada em 2016, o que, como se vê, não constitui nada de novo.

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