Cosmos assume-se contra aquacultura em certas zonas da costa sul da Madeira

16 Mai 2019 / 14:11 H.

A Cosmos - Associação de Defesa do Ambiente e Qualidade de Vida emitiu um comunicado onde assume que é “totalmente contra a instalação de infra-estruturas de aquacultura em determinadas zonas marítimas da costa sul da ilha da Madeira, pela simples razão, que essas infraestruturas provocam um grande impacte negativo na paisagem”.

“As nossas belas paisagens marítimas não podem ser descaracterizadas com estas infraestruturas industriais de criação de pescado, que de uma forma negativa causam grande ‘poluição’ paisagística no nosso mar, que convém que seja prístino, natural e cujo horizonte não possa ser ‘ferido e manchado’ com este género de ‘aviários marítimos’”, diz a Cosmos, através do seu presidente Dionísio Andrade.

“Contudo, não nos podemos debruçar sobre a questão da poluição marítima nos nossos ecossistemas porque não temos dados científicos nem quaisquer estudos sobre os impactes dessas infra-estruturas em mar aberto e sujeitas a correntes marítimas fortes, como é o caso madeirense”, sustenta.

No entanto, havendo estudos de impacte ambiental, esta associação até aceita que, em zonas onde existam alcantis elevados, se possa instalar na orla costeira essas ‘jaulas’, já que não se vêem de terra essas instalações de criação de peixe. “Como por exemplo, a oeste da vila da Calheta até o início da Fajã do Jardim do Mar, etc... mas nunca em locais como o Cabo Girão ou outros locais onde a paisagem marítima tem de ser preservada e onde existam instalações turísticas, porque são estas actividades a nossa riqueza e o nosso ganha-pão”, adianta.

Esta associação também “condena a postura de certas entidades que utilizam a denominada ‘Economia Azul’ para justificar e branquear certas atividades industriais que nada têm a ver com os princípios de sustentabilidade ambiental e ecológica defendidas por esta economia”.

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