Cafôfo critica maus números da Educação, Albuquerque mostra bons números da Economia

12 Dez 2018 / 16:07 H.

A inauguração do empreendimento habitacional da empresa Interpatium na Madalena (Santo António) serviu, esta manhã, de palco para um debate entre os dois principais protagonistas das eleições do próximo ano.

O presidente da Câmara do Funchal, Paulo Cafôfo, abriu as hostilidades, ao criticar o Orçamento Regional de 2019 que está em discussão no parlamento por ser “mais do mesmo”, onde “faltam ideias mobilizadoras para os desafios que temos na próxima década”. “Hoje sabemos o que não queremos para a Região (...). Queremos um futuro que não viva apenas do passado”, declarou o autarca, num discurso de candidato em que denunciou problemas da Madeira, como “a mais alta taxa de analfabetismo” do país, a taxa de 23 por cento de abandono escolar precoce, os 66% de população sem o ensino secundário, “um dos mais altos riscos de pobreza” e “ter 18 mil pessoas em listas de espera no nosso sistema de saúde”.

Falando logo depois, o presidente do Governo Regional sublinhou “quando se trata de compromissos aquilo que é fundamental na vida política é os políticos terem palavra” e “não se pode afirmar uma coisa na segunda-feira e na terça-feira já não é como se dizia”. Uma indirecta a Cafôfo, que em 2017 prometeu cumprir todo o mandato na Câmara do Funchal e hoje é o candidato ao Governo pelo PS. Pela sua parte, Albuquerque destacou que “há um conjunto de compromissos que foram cumpridos pelo Governo”, designadamente a recuperação económica da Madeira, o crescimento do investimento público e privado, a diminuição substancial da taxa de desemprego e o reforço da coesão social e das áreas sociais (saúde e educação). Para prová-lo, o chefe do executivo avançou os seguintes indicadores económicos: a Região tem um crescimento superior à média nacional há 64 meses e a taxa de desemprego que era de 15,8% em 2015 quando chegou ao Governo neste momento é de 8,1%.

Por fim, o governante deixou um alerta: “A Madeira só terá futuro se a Autonomia se mantiver. Se isso não acontecer nós vamos ter uma regressão. E toda a gente sabe o que foi o passado da Madeira: foi estratificação social, segregação, discriminação, esquecimento, atraso e sobretudo injustiça. Não é isso que queremos”.

Albuquerque anunciou que o Governo Regional vai aprovar a atribuição de uma comenda no Dia da Região ao líder da empresa Interpatium, José Maria Brazão, por ser “um dos grandes construtores da Madeira moderna”.

Tópicos

Outras Notícias