O melhor ainda está para vir. E pior?

15 Jan 2020 / 02:00 H.

    Apesar dos tempos difíceis que atravessamos, cheguei a pensar ser mais fácil começar esta nova década com uma carta pela positiva. Se pensam que estou a exagerar que não é fácil arranjar tais temas, reparem que só a 11 de Janeiro, ao ler o Dinheiro Vivo deparei com uma notícia que orgulha todos os portugueses. Trata-se duma entrevista à CEO do Grupo Amorim em que ficamos a saber entre muitas coisas que esta empresa familiar com a bonita idade de 150 anos já vai na 4ª geração à frente dos seus destinos. Como português, sinto-me orgulhoso com este acontecimento e cheio de esperança para que o futuro seja ainda mais risonho pois a herdeira de Américo Amorim a dada altura da entrevista nos deixa a promessa que “O melhor ainda está para vir”. Valeu ou não a pena ter esperado até aqui? Claro que valeu pois como se sabe, e está nos livros, apenas 3% dos negócios familiares chegam à 4ª geração.

    E a melhor prova do que atrás deixei escrito é precisamente a entrevista que li no caderno principal do JN do mesmo dia ao senhor Bastonário dos Médicos onde é possível confirmar aquilo que todo o país sabe e lamenta, ou seja, o estado calamitoso em que se encontra o Serviço Nacional de Saúde e que, não fora a dedicação dos profissionais da saúde, acrescento eu, a situação seria bem pior. Ora se nos lembrarmos que este serviço foi criado pelo dirigente socialista António Arnaut, portanto da família política dos Governos de António Costa, chegamos à triste conclusão que os herdeiros desta vez não são do mesmo calibre do exemplo com que abri esta carta já que logo na 2ª geração não souberam dar continuidade àquilo que herdaram, por sinal a jóia da coroa do pós 25 de Abril, e que mesmo no tempo em que fomos governados com o garrote da troika nunca foi tão maltratada

    Jorge Morais