Volta a Portugal: Marco Tizza vinga a fuga e Gustavo Veloso descansa de amarelo

05 Ago 2019 / 19:56 H.

O italiano Marco Tizza fez hoje vingar a fuga e venceu a quinta etapa da Volta a Portugal em bicicleta, na Guarda, antes de um dia de descanso a que o espanhol Gustavo Veloso (W52-FC Porto) chega na liderança.

Tizza assegurou o segundo triunfo na competição para a Amore & Vita-Prodir, depois da vitória de Davide Appollonio na primeira etapa, ao concluir os 158 quilómetros desde Oliveira do Hospital em 4:02.53 horas, menos 11 segundos do que o espanhol Alejandro Marque (Sporting-Tavira), que também se destacou do pelotão e terminou em segundo lugar, e menos 23 do que o australiano Zak Dempster, terceiro.

Numa fuga de oito elementos que se formou cedo na etapa que se seguiu à subida à Torre, no domingo, estava o vencedor da tirada, que usou da estratégia para bater Marque, campeão em 2013, na aproximação à meta.

“Não foi o mais forte, foi o mais inteligente”, atirou o segundo classificado, já depois de cortar a meta, algo que Tizza fez com dificuldade, antes de colapsar, sem energias, ao lado das barreiras logo após o risco final.

O italiano destacou a “fuga ótima”, em que também esteve Domingos Gonçalves (Caja Rural-Seguros RGA) ou o colombiano Óscar Sevilla (Medellín), entre outros, e elogiou a “vitória muito importante”.

O português João Matias (Vito-Feirense) ainda tentou a sua sorte nas rampas finais, mas terminou em quinto, acabando por imperar a força de Tizza e Marque nas ruas empedradas da cidade mais alta de Portugal, onde a meta coincidiu com contagem de montanha de terceira categoria (1.016 m)

Depois de na primeira metade parecer que a fuga ia voltar a não resistir, a diferença acabou por ultrapassar os seis minutos nos últimos 50 quilómetros e acabou por vingar, pela primeira vez na 81.ª edição.

A fuga serviu ainda para David Ribeiro subir à liderança da classificação da montanha, dando uma segunda camisola à LA Alumínios, que também lidera na juventude com o estreante Emanuel Duarte.

Abaixo da luta pela vitória, os principais candidatos à vitória final marcaram-se durante toda a etapa, com a W52-FC Porto a trabalhar durante largos períodos da etapa para preservar a liderança.

Nos últimos quilómetros, a Efapel assumiu as despesas do pelotão e começou a selecionar o grupo, impondo um ritmo alto e, no final, um corte que beneficiou o chefe de fila, Jóni Brandão, quarto à geral a 25 segundos, menos dois do que tinha quando saiu da Torre.

O camisola amarela, o espanhol Gustavo Veloso (W52-FC Porto), viu Brandão aproximar-se, mas acabou por ganhar tempo a quase todos os restantes candidatos, como o espanhol Vicente García de Mateos (Aviludo-Louletano), agora terceiro, a 22.

O segundo classificado, o também ‘dragão’ João Rodrigues, acabou por perder dois segundos para o colega de equipa, após a vitória na Torre, mas não perdeu o segundo posto, enquanto Henrique Casimiro (Efapel), a 45, é o quinto e último a menos de um minuto do líder, que segue para o dia de descanso, na Guarda, após três dias na liderança.

Na terça-feira, o pelotão da Volta recupera forças para quarta-feira, com os 189,2 quilómetros da sexta etapa, entre Torre de Moncorvo e Bragança.

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