Benfica diz que há “uma mão negra” por trás da interdição da Luz

13 Fev 2019 / 14:34 H.

O Benfica defendeu hoje que “existe uma mão negra” responsável pela interdição do Estádio da Luz por quatro jogos decretada pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), uma decisão que qualifica de “abuso” e “indecência”.

“O único entendimento que é possível fazer a partir da intenção de quem pretendia fechar o Estádio da Luz é o de que existe uma mão negra por detrás deste plano. A Comissão de Instrutores da Liga teve o desplante -- e a coragem -- de propor a interdição por um mínimo de sete e um máximo de 21 jogos. O Conselho de Disciplina da FPF decidiu por quatro”, lê-se em comunicado do Benfica.

A decisão, plasmada num acordo que dá como provado o apoio do Benfica a claques não legalizadas na época 2016/17, é para o clube lisboeta “um abuso, uma indecência e, acima de tudo, uma machadada fatal na credibilidade de quem tem -- ou deveria ter -- a responsabilidade de garantir o bom funcionamento da justiça e da disciplina no futebol português”.

O clube ‘encarnado’ diz que, no limite, a Comissão de Instrutores “admitia que o Benfica fizesse mais de uma temporada inteira sem realizar qualquer jogo na Luz”, sublinhando que seria inédito no futebol mundial.

“O que aqui está em causa -- até pelo timing escolhido -- é claramente uma tentativa de desestabilizar o clube, com interesses e propósitos que são fáceis de entender. A forma como todo este processo foi manipulado e orientado revela, com perfeita nitidez, o objetivo pretendido: servir os interesses de quem ‘abençoou’ esta Comissão de Instrutores da Liga e o seu principal responsável”, adianta o Benfica.

Na terça-feira, depois de conhecido o castigo, que tem por base uma queixa apresentada pelo Sporting, o Benfica anunciou que iria apresentar uma providência cautelar no Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), com efeitos suspensivos imediatos.

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