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Madeira

PS quer GPS e mais avisos sonoros para pessoas cegas no Funchal

Entre os problemas identificados estão barreiras arquitectónicas nos passeios, rampas e passagens consideradas inadequadas

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O PS Funchal defende a criação de um sistema de GPS e mapeamento urbano acessível para pessoas cegas e com baixa visão, bem como o reforço da informação sonora nos transportes públicos e nos semáforos da cidade.

As propostas surgem depois de uma reunião do Grupo Municipal socialista com o Núcleo Regional da Madeira da ACAPO – Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, na qual foram abordadas algumas das dificuldades enfrentadas diariamente por pessoas com deficiência visual.

Entre os problemas identificados estão barreiras arquitectónicas nos passeios, rampas e passagens consideradas inadequadas e a ausência de sinais sonoros em alguns semáforos, sobretudo em zonas de maior movimento.

Na área dos transportes, os socialistas defendem que as paragens e os próprios autocarros disponibilizem mais informação acessível, incluindo anúncios sonoros com o nome das paragens. O partido propõe ainda que sejam estudadas soluções que permitam identificar qual o autocarro que está a chegar quando várias carreiras utilizam a mesma paragem.

“O transporte público é essencial para garantir autonomia e combater o isolamento. Não basta que um autocarro seja acessível se a pessoa não conseguir perceber qual é o autocarro que chegou ou onde deve sair”, afirma Sérgio Abreu, líder do Grupo Municipal do PS.

O partido sugere também estudar um sistema de GPS adaptado à circulação de pessoas cegas e com baixa visão, com informação sobre percursos, transportes, serviços e outros pontos de interesse.

Entre outras propostas estão o reforço do Braille e dos pavimentos tácteis, a formação de trabalhadores municipais e profissionais dos transportes e uma maior aposta na audiodescrição em espectáculos e iniciativas culturais promovidas pelo Município.

O PS sustenta que estas soluções devem ser testadas e desenvolvidas com a participação das próprias pessoas cegas e das organizações que as representam.

“É importante não criar soluções apenas para as pessoas, mas criar soluções com as pessoas”, sublinha Sérgio Abreu.