e-Leilões ultrapassa oito mil milhões de euros em vendas em dez anos
Plataforma é desenvolvida e gerida pela Ordem dos Solicitadores e dos Agentes de Execução
Os imóveis lideraram o valor obtido e o número de licitações, os direitos afirmaram-se como a segunda categoria com maior valor de vendas e os veículos como a segunda categoria mais procurada.
A plataforma e-Leilões ultrapassou os oito mil milhões de euros em vendas nos primeiros dez anos de actividade, período em que foram realizados mais de 105 mil leilões e registadas cerca de 1,41 milhões de licitações.
Os imóveis dominaram largamente a actividade da plataforma, tanto em valor como na procura. Ao longo da última década, o segmento imobiliário representou mais de 7,8 mil milhões de euros em vendas e ultrapassou um milhão de licitações.
Já os veículos foram a segunda categoria com maior procura, com mais de 190 mil licitações, enquanto os direitos ocuparam o segundo lugar em valor vendido, com cerca de 153,7 milhões de euros, distribuídos por mais de 14,5 mil leilões.
Criada em 2016, a e-Leilões é desenvolvida e gerida pela Ordem dos Solicitadores e dos Agentes de Execução (OSAE), por despacho do Ministério da Justiça. Inicialmente destinada à venda de bens penhorados em processos executivos, é actualmente utilizada também por oficiais de justiça, administradores judiciais em processos de insolvência e pelo Gabinete de Administração de Bens para alienar bens apreendidos, recuperados ou declarados perdidos a favor do Estado.
Só no primeiro trimestre deste ano, a plataforma registou vendas superiores a 121,5 milhões de euros, mais de 2.500 leilões e cerca de 46,9 mil licitações.
O imobiliário voltou a concentrar a esmagadora maioria do valor transaccionado nesse período, com mais de 118,6 milhões de euros em vendas, cerca de 1.200 leilões e 36,5 mil licitações.
Os dados divulgados esta quarta-feira mostram ainda que 2019 foi o ano de maior expressão do imobiliário em valor de vendas e número de leilões, com aproximadamente 3,37 mil milhões de euros e 10.651 leilões. Já em 2022 foi atingido o máximo anual de licitações no segmento, com 154.689 propostas.
Em comunicado, Mara Fernandes, presidente do Conselho Profissional do Colégio dos Agentes de Execução, destaca que a plataforma tornou os processos de venda judicial “mais transparentes, acessíveis e concorrenciais”, permitindo uma divulgação mais ampla dos bens e uma maior participação de potenciais interessados.
A responsável sustenta ainda que o e-Leilões se consolidou como um instrumento relevante para aumentar a concorrência e a valorização dos bens colocados à venda, contribuindo tanto para a satisfação dos credores como para a protecção dos interesses patrimoniais dos executados.