Mais de 210 adeptos impedidos de entrar em recintos desportivos no 1.º semestre do ano
Um total de 217 adeptos, 145 dos quais por uso de pirotecnia, foram proibidos de aceder a recintos desportivos no primeiro semestre do ano, adiantou hoje a Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD).
Entre 01 de janeiro e 30 de junho, foram proferidas 1.246 decisões sancionatórias, distribuídas por 573 condenações, 457 arquivamentos e 216 remessas ao Ministério Público por "concurso com ilícitos criminais", indica o segundo relatório trimestral de 2026 da APCVD.
De acordo com a autoridade, 99 arguidos com decisões condenatórias definitivas "foram posteriormente alvo de processo de execução judicial da coima, por falta de pagamento da mesma".
No período que coincide com a segunda metade da época desportiva 2025/26, 217 adeptos ficaram impedidos de aceder a recintos desportivos por decisão da APCVD, "sendo que cerca de 66,8% das interdições correspondem ao ilícito de posse e/ou uso de artefactos pirotécnicos".
A APCVD destaca que 145 adeptos foram sancionados por pirotecnia, incluindo 19 na final da Taça de Portugal entre o Sporting e o Torreense, em maio, no Estádio Nacional do Jamor, em Oeiras, que a formação de Torres Vedras venceu por 2-1.
Entre outros casos, a APCVD refere um adepto de 76 anos, residente em Lisboa, condenado ao pagamento de uma coima de 875 euros e a 10 meses de interdição por "insultos racistas" no jogo da 14.ª jornada da Liga basquetebol, entre o Sporting e o FC Porto, no Pavilhão João Rocha, em Lisboa.
Também um adepto de 41 anos, residente na Trofa, foi sancionado com 500 euros e 12 meses de interdição por "cuspir e acertar no árbitro" num encontro de futsal, entre o Alvarelhos e o Paços de Ferreira B.
Segundo dados do Ponto Nacional de Informações sobre Desporto (PNID), "estão atualmente proibidas de aceder a recintos desportivos cerca de 410 pessoas", das quais aproximadamente 340 por decisões da APCVD e as restantes por tribunais judiciais.
No dia em que arranca a edição 2026/27 da I Liga portuguesa de futebol, a APCVD apela a todos os agentes desportivos --- dirigentes, treinadores, atletas, adeptos e restantes intervenientes --- para que contribuam, "de forma responsável, para um desporto mais seguro, inclusivo e respeitador".
"As palavras, os gestos e as atitudes de cada um influenciam o ambiente vivido dentro e fora dos recintos desportivos. Promover o respeito, o diálogo, o 'fair play' e a rejeição de qualquer forma de violência é uma responsabilidade partilhada", acrescenta.