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Mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo

A liberdade de expressão é uma das garantias constitucionais pós-revolução. Todavia parece que na oposição madeirense há quem lide muito mal com isso. Aqueles que se definem como “amigos do Povo”, “a voz do povo”, “a voz das ilhas”, ou os soldadinhos de chumbo contra a corrupção são os primeiros prevaricadores.

Ao bom estilo de Frei Tomás- olha para o que ele diz, não para o que faz- procuram enlamear tudo e todos, denegrir, condicionar contra quem deles fala, escreve ou combate. Ameaçam em privado sobre “histórias de familiares” ou atividades profissionais que correram menos bem. Com um ar cândido, procuram espalhar o medo individual, vendendo-se como autores da ética e praticantes da verdade. Contudo o tempo tem vindo a demonstrar que no seu interior vivem carregados de recalcamentos, ódios e uma sede de vingança que faz inveja a quem bebe água no deserto.

O que ontem o líder da oposição regional escreveu nas páginas deste jornal ao abrigo de um “direito de resposta” - como se a opinião livre obrigasse a um contraditório dos visados- mais não foi do que um vil ataque a uma instituição que nas últimas 5 décadas formou cidadãos, políticos e contribuiu, indelevelmente, para a história da Autonomia da Madeira.

A JSD/Madeira, ao contrário da agremiação verde fundada em Gaula e dirigida por Élvio Sousa perdido nos achados arqueológicos do paleolítico, é uma instituição credível, com provas dadas, reconhecimento público e implantação social e política comprovada. Esta foi a casa de vários políticos da nossa Autonomia, inclusive de alguns que agora vestem de verde e se sentam na Vereação de alguns municípios desta terra. Das nossas fileiras já saíram Presidentes do Governo, Presidentes de Câmara, Presidentes de Junta, Autarcas, Governantes, Deputados e, acima de tudo, cidadãos comprometidos com a causa pública, livres no pensamento, na ação e na assunção de responsabilidades. Apesar do tempo e das suas circunstâncias, a JSD continua a ser “a estrutura” que mais jovens agrega e envolve em redor da causa pública, das preocupações sociais e do sonho de se construir uma Madeira próspera, livre onde os que fomentam a desinformação- mesmo que não tenham queda para a perna curta- não têm qualquer hipótese de vingar.

A conduta reiteradamente levada a cabo pelo maior partido da oposição regional é reveladora da sua natureza democrática e que se resume na simples frase: “ou estão connosco, ou estão contra nós”. A soberba revelada pela Presidente da Câmara por eles dirigida, com um grupo íntimo cujo nome remonta a um grupo criminoso no Brasil, é revelador da impreparação técnica, moral e intelectual para o exercício de qualquer cargo público da dita Presidente. O seu carácter político está ao nível daqueles que decidem indemnizações pagas por empresas públicas por whastapp. É de uma classe digna de um chinelo barato, só compaginável com as práticas de um regime totalitário africano, ou sul americano. Numa base mais ilustrativa o JPP é a verdadeira melancia do regime democrático: verde por fora, vermelho, qual comuna, por dentro.

Caro Leitor,

Os líderes da oposição regional debatem-se com o típico problema de quem cospe para o ar esquecendo-lhes do que lhe pode cair na testa. Foram ávidos a pedir a condenação daqueles que eram investigados quando vestidos de laranja- ler as edições deste jornal entre 24/01/24 a 14/02/24- mas céleres a pedir o respeito pela presunção de inocência quando os investigados vestem de verde. No fim de contas, 10 anos volvidos de se terem tornado partido, o JPP releva uma infância rica em aprendizagens dos vícios que diziam combater: faltam à verdade, narrativas conforme lhes dá jeito, criadores de narrativas alternativas, deturpadores de factos, ataque à imprensa livre, desconsideração aos proprietários privados, ameaça pessoal e política a quem os combate e tentativa de esbulho de património regional. É esta a diferença que têm a apresentar?

A JSD manterá o foco da sua ação política na defesa dos jovens madeirenses, mas nunca deixará de combater aqueles que dolosamente os querem enganar e subverter os princípios da Autonomia Política conquistada.

Este texto podia terminar com a frase o diabo veste verde e vive em Santa Cruz, ou as melancias do regime, mas provavelmente nenhuma destas duas seria tão certeira como o dito popular “mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo”. A mentira tem perna curta e, ao que parece, não é a única.