Director-geral da OMS vai coordenar saída de passageiros do navio com hantavírus
O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, desloca-se no sábado às Canárias para coordenar a retirada dos passageiros do paquete afetado pelo hantavírus, esperado no arquipélago espanhol no domingo.
Vai ser acompanhado pelos ministros da Saúde e do Interior de Espanha a um posto de comando m Tenerife, "para assegurar a coordenação entre as administrações, o controlo sanitário e a aplicação dos protocolos de vigilância e intervenção previstos", avançaram fontes do Executivo madrileno.
Mas o risco de uma propagação do hantavirus para a população mundial é "absolutamente fraco", assegurou hoje a OMS.
Em declarações à comunicação social, em Genebra, o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, disse: "Este é um vírus perigoso, mas apenas para a pessoa infetada. O risco para a população em geral é extremamente fraco".
Exemplificou com os casos de pessoas que estavam nas cabinas ao lado da de uma pessoa infetada que não o foram: "Um contacto estreito significa estar praticamente cara a cara (...) Isto não é um novo covid".
O vírus transmite-se geralmente a partir de roedores infetados, com frequência através da sua urina, dos seus excrementos e da sua saliva. Mas peritos confirmaram que a variante du vírus detetada no paquete, o hantavirus Andes, é raro e pode transmitir-se de pessoa para pessoa.
O navio suscitou um alerta sanitário internacional no passado fim de semana, quando a OMS foi informada da morte de três passageiros - um casal dos Países Baixos e uma alemã -, cuja causa suspeita era o hantavirus.
Na quinta-feira a OMS fez o seu balanço mais recente, que refere cinco casos confirmados e três suspeitos.